Trump volta a atacar refugiados e diz que eles representam uma ameaça terrorista para os EUA

Candidato republicano à Casa Branca compara imigrantes a animais e critica todas as pessoas procedentes de países de maioria muçulmana

Redação Internacional

05 Agosto 2016 | 09h49

WASHINGTON – Em ato de campanha realizado na quinta-feira, o candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, atacou os imigrantes, os quais, segundo ele, representam uma ameaça terrorista para o território americano, citando vários países de maioria muçulmana.

“Centenas de refugiados, que vêm de territórios e dos países mais perigosos da terra, não? Temos de pôr fim a essa prática”, disse ele em Portland, no Maine. “Deixamos entrar pessoas que vêm de países terroristas e que não deveriam ter esse direito, porque não podemos controlá-los”, reiterou o candidato republicano. “Não sabemos nada deles. Isso poderia ser o maior cavalo de Troia de todos os tempos.”

Candidato republicano à presidência dos EUA, Donald Trump

Candidato republicano à presidência dos EUA, Donald Trump

Desde 2015, o empresário usa a imagem do cavalo de Troia para denunciar a acolhida de refugiados sírios nos Estados Unidos. Desta vez, porém, atacou uma categoria maior, ao se referir aos imigrantes procedentes de países de maioria muçulmana.

Trump citou o caso de um estudante marroquino detido nos Estados Unidos por tentar cometer um atentado, e o de um refugiado do Uzbequistão perseguido por tentar treinar recrutas na fabricação de bombas. “Estamos tratando com animais”, denunciou Trump.

O republicano também evocou detenções e condenações de pessoas originárias de Síria, Somália, Afeganistão, Filipinas, Iraque, Paquistão e Iêmen. Lembrou ainda de um setor “jihadista” na comunidade somali de Minnesota, e lamentou que os Estados Unidos tenham acolhido como refugiados os irmãos Tsarnaev – dupla responsável pelo atentado na maratona de Boston de 2013.

“Vocês têm a opção entre serem inteligentes, astutos e duros, ou serem muito, muito idiotas e cegos”, declarou Donald Trump. “Hillary Clinton quer acolhê-los às centenas de milhares”, disse aos correligionários. / AFP