WikiLeaks divulga novos materiais sobre Comitê Nacional Democrata

WikiLeaks divulga novos materiais sobre Comitê Nacional Democrata

Mensagens de voz obtidas nos e-mails revelados mostram que cúpula do partido de Hillary tentou beneficiá-la frente ao senador Bernie Sanders durante o processo das primárias

Redação Internacional

28 de julho de 2016 | 11h51

WASHINGTON – O site WikiLeaks divulgou na quarta-feira, durante o terceiro dia da Convenção Nacional Democrata nos Estados Unidos, uma série de mensagens de voz obtidas nos e-mails revelados do partido da candidata democrata à presidência Hillary Clinton.

A divulgação desses documentos, que consiste em 29 arquivos de cerca de 14 minutos de duração, acontece dias depois da publicação de 20 mil e-mails do Comitê Nacional Democrata (DNC, na sigla em inglês), que constataram que a cúpula democrata tentou beneficiar Hillary frente ao senador Bernie Sanders durante o processo das primárias.

Candidata democrata à presidência dos Estados Unidos, Hillary Clinton

Candidata democrata à presidência dos Estados Unidos, Hillary Clinton (REUTERS/Kevin Lamarque/Files)

A revelação sacudiu o DNC e forçou a renúncia da presidente do Comitê Nacional Democrata, Debbie Wasserman Schultz.

As mensagens de voz divulgadas pelo WikiLeaks correspondem, aparentemente, a simpatizantes democratas anônimos, alguns com opiniões contrárias a Sanders.

“Estou furiosa pelo que estão fazendo (o DNC) por Bernie Sanders, ele está alcançando muita influência”, diz uma mulher, acrescentando que o senador é “a pior pessoa do mundo”. Segundo a simpatizante democrata, que ameaça deixar o partido, o DNC “se desvela” por Sanders e pede à cúpula que “detenha” sua campanha.

O fundador do WikiLeaks, o australiano Julian Assange, advertiu na terça-feira que sua organização estava em posse de “muito mais material” relacionado à campanha presidencial americana.

A cúpula democrata sustenta que a Rússia está por trás da divulgação desses materiais e que teria como objetivo prejudicar Hillary frente ao candidato republicano Donald Trump, uma teoria insinuada pelo próprio presidente americano, Barack Obama.

De fato, Trump pediu à Rússia que obtenha e divulgue os 30 mil e-mails oficiais que desapareceram do servidor privado de Hillary quando ela ainda era secretária de Estado. Os russos, por sua vez, tacharam de “absurdas” as acusações e advertiram que elas prejudicam as “relações bilaterais”.

“Seguimos vendo tentativas de utilizar obsessivamente o tema russo durante a campanha eleitoral nos Estados Unidos”, disse Dmitri Peskov, porta-voz do Kremlin. / EFE

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