Coletânea de artigos pessoais de Michael Schumacher será exibida na cidade de Colônia

Fátima Lacerda

06 de outubro de 2016 | 13h41

der-siebenmalige-formel-1-weltmeister-michael-schumacher-© DPA

Na mídia alemã, não se fala mais de Schumi. Ele, que foi 7 vezes campeão do mundo de Fórmula 1, nunca mais voltará às pistas. Desde aquele fatídico dezembro de 2013 a gente sabe. Eu estava no Brasil. Acabara de ligar o computador e li a notícia, não acreditando no que meus olhos liam.

Sobre o homem Michael Schuhmacher quase não se fala na imprensa alemã. De vez em quando, os tabloides, procurando pescar aumentar o número de cliques e cometários nas redes sociais, fazem uma declaração de um “amigo que foi visitá-lo” ou alguma frase dita pela sua assessora de imprensa. Uma fonte “do meio de amigos” afirma que “ele está pelo e osso”, outra que “a vida dele está por um fio”. Tudo isso, de nada adianta. O “Schumi” morreu e talvez o Michael esteja vivo, mas vislumbrá-lo ninguém, de fato quer e a esposa, Corinna, também não deixaria.

Mick Schumacher, son of Formula One driver Michael Schumacher, walks on the pitch after a Formula Four car test race during a media day at Oschersleben circuit in Oschersleben April 8, 2015. REUTERS/Fabrizio Bensch

© REUTERS/Fabrizio Bensch

Certamente Schumi deixou rastros físicos e aqueles correndo nas veias de seu filho Micki Schumacher que, desde abril deste ano, vem competindo na Fórmula 4 e afirma querer seguir os passos do seu pai.

Em manchetes de portais de notícias na quinta-feira (06) foi divulgado que o acervo de objetos pessoais que Schumi meticulosamente criou, será exposto na cidade de Colônia. Carros que foram usados por ele em corridas da Fórmula 1, serão expostos no final de 2017. Além disso, para os amantes de Kart, para esses será um deleite de primeira linha!  Carros da época em que iniciou em Kerpen, sua cidade natal, localizada na região da Renânia do Norte-Vestfália, serão expostos juntamente com seus troféus e pertences pessoais “de grande valor de estimação”, assim declarou a imprensa Sabine Kehn e explicou: “Essa exposição é uma forma de gratidão aos seus fãs que o acompanharam durante essa careira tão inusitada, mas também para que os acompanham até hoje.”

Provavelmente, para os fanáticos por Schumi que marcavam encontros para assistir a corrida juntos nas manhas de domingo vestidos à caráter com acessórios da Ferrari, ao ver seus pertences de perto, serao acometidos da mesma emoção incontida que tive quando vislumbrei o capacete de Ayrton Senna ao lado da sua imagem, no Museu de Cêra em Berlim (em alemão, Wachsmuseum) . Que o capacete era “´somente” uma réplica, não diminuiu em nada a intensidade do momento.

Decerto que a notícia da exposição vai animar os admiradores do ex-corredor da prestigiosa Ferrari, porém fica um gosto amargo por se não saber, ao certo, se o campeão ainda está entre nós.Sempre quando perguntada sobre esse tema específico, Kehn reitera o pedido para que “a esfera privada da família seja respeitada”.