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6 motivos para entender a maior derrota da história da seleção brasileira

gustavochacra

09 Julho 2014 | 10h53

1. A Alemanha é melhor do que o Brasil

Eles possuem uma geração superior à nossa. Não é a primeira vez que isso ocorre. A  Holanda era melhor do que o Brasil em 1974, quando perdemos para eles. Algumas vezes, perdemos para times inferiores, como a Itália em 1982. Mas o Brasil não é supremo. Em algumas Copas, há times melhores do que o nosso

2. Nossa geração de jogadores é ruim

Fui criticado por escrever que esta era pior seleção brasileira da história depois de vencermos o Chile nos pênaltis. Mas, tirando o Neymar e talvez os zagueiros, ninguém seria titular das seleções brasileiras campeãs do mundo em 1958, 62, 70, 94 e 2002. Nem mesmo Neymar seria nas três primeiras e possivelmente tampouco na de 2002. Em 94, talvez estivesse no lugar do Bebeto. Além disso, craques da geração anterior ainda em atividade, como Ronaldinho, Kaká e Robinho, não atravessam boa fase e não foram chamados (poderiam ser e eu teria levado pelo menos o Kaká)

3. Nosso técnico é ruim

Sim, Felipão foi um grande técnico até dez anos atrás. Conquistou a Libertadores pelo Palmeiras e Grêmio e o penta pelo Brasil, além de ter levado Portugal para uma final de Eurocopa e semifinal de Copa. Mas decaiu bastante. No seu último emprego, levou o Palmeiras para a Segunda Divisão. Ele errou no jogo de ontem ao começar com Bernard e não soube mudar a tempo para evitar o desastre (é permitido fazer substituições no primeiro tempo)

4. A pressão foi sobrenatural

Os jogadores estavam pressionados de uma forma sobrenatural para ganhar o Mundial no Brasil. Eles podem não ser os melhores do mundo. Mas tampouco são inferiores à Argélia, Gana e EUA, que fizeram jogos duros contra os alemães. A Costa Rica, também inferior ao Brasil, fez uma Copa fenomenal e eliminou Itália e Inglaterra, venceu o Uruguai e chegou aos pênaltis contra a Holanda. Nossos atletas estavam emocionalmente destruídos. Carlos Alberto Torres, capitão do Tri, criticou corretamente os chorões. Aquilo não era normal

5. Contusão do Neymar e suspensão do Thiago Silva

A contusão do Neymar provocou um trauma no time, que ficou ainda mais abalado emocionalmente. Thiago Silva, ao lado de David Luiz, exercia um papel de liderança importante que faltou na semifinal

6. Black Swan

Sim, ocorreu um evento Black Swan. Isto é, algo completamente inesperado e absurdo acabar ocorrendo sem ninguém prever. Apesar dos 5 tópicos acima, nada justifica o 7 a 1 (poderia ser tranquilamente dez) e o apagão no primeiro tempo

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Guga Chacra, comentarista de política internacional do Estadão e do programa Globo News Em Pauta em Nova York, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já foi correspondente do jornal O Estado de S. Paulo no Oriente Médio e em NY. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires

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