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A vitória republicana no Congresso afeta a eleição presidencial nos EUA?

gustavochacra

05 de novembro de 2014 | 02h37

Até ontem, o Partido Democrata, do presidente Barack Obama, controlava o Senado. E seus opositores do Partido Republicano controlavam a Câmara dos Deputados. Com a vitória de ontem, os republicanos passaram a controlar as duas casas do Congresso dos EUA. Isso não significa, porém, que eles sejam favoritos nas eleições presidenciais de 2016.

Na verdade, são eleições distintas. As eleições para a Câmara dos Deputados são distritais. Hoje, nos EUA, há mais distritos republicanos do que democratas e são raros os competitivos. Para manter a maioria na Câmara, os republicanos não precisam do voto hispânico ou negro, por exemplo. Estes ficam concentrados em distritos democratas.

As eleições para o Senado também são diferentes das eleições presidenciais. Embora também sejam por Estado (e não distritais como na Câmara), todos os Estados possuem o mesmo peso – dois senadores. Nas eleições presidenciais, é pelo Colégio Eleitoral, onde os Estados mais populosos possuem um peso maior. E o voto é majoritário, não distrital. Se levarmos isso em conta, a tendência é de que o candidato (a) do Partido Democrata seja favorito se levarmos em conta a demografia dos Estados e, mais importantes, as minorias e os jovens, majoritariamente democratas, votam mais nas eleições presidenciais.

Claro, dependerá, acima de tudo, de uma série de variáveis, como quem serão os candidatos. Hillary Clinton tende a ser a dos democratas, embora nada seja garantido – em 2008, ela também era favorita e perdeu para Obama nas primárias. No lado republicano, Jeb Bush, fluente em espanhol e forte com os hispânicos, e Mitt Romney, cada vez mais respeitado nos EUA, seriam os candidatos com maiores chances de derrotar Hillary, mas estamos longe de saber quem será o escolhido.

Neste momento, temos duas certezas – Obama perdeu ontem. Mas, apesar da vitória republicana, isso não significa que eles voltarão para a Casa Branca em dois anos.

Mais tarde, escreverei um post sobre como será o governo Obama depois das eleições de ontem.

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Guga Chacra, comentarista de política internacional do Estadão e do programa Globo News Em Pauta em Nova York, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já foi correspondente do jornal O Estado de S. Paulo no Oriente Médio e em NY. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires

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