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A Liga Árabe não liga para as mulheres

gustavochacra

26 de março de 2013 | 17h00

Veja meus comentários sobre EUA-AFEGANISTÃO e  SÍRIA no Jornal das Dez da Globo News

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A Liga Árabe, que se reúne hoje no Qatar, continua sendo um clube de ditaduras. Verdade, tem o Líbano, com sua democracia sectária, o Iraque, com seu premiê cada vez mais autocrata e uma guerra civil em andamento, o Yemen, com um presidente que manda em alguns bairros da capital Sanaa, e os da Tunísia e da Líbia, em frágeis transições para a democracia. O do Egito, embora eleito pelo voto popular, não respeita as liberdades democráticas e podemos classifica-lo como chavista-árabe.

MEU COMENTÁRIO SOBRE A LIGA ÁRABE NA TV ESTADÃO

Esta organização, que se reúne hoje, debaterá a guerra civil da Síria, embora dois de seus membros abertamente armem os rebeldes, incluindo facções ligadas à Al Qaeda (Qatar e Arábia Saudita). Outro, o Iraque, dá apoio ao regime de Bashar al Assad, que não representa mais Damasco na entidade. A cadeira está com o presidente da coalizão opositora, que é um homem sério e por isso mesmo renunciou ao cargo apesar de ainda se manter interinamente.

Na agenda, como sempre, ninguém discutirá os direitos das mulheres. Metade da população da Arábia Saudita e de alguns outros países do Golfo Pérsico são alvos de uma política de Apartheid. No Egito, estuprar mulheres em manifestações contra o governo é visto como algo natural pela Irmandade Muçulmana.

A situação dos cristãos do mundo árabe, apesar do nobre esforço do presidente do Líbano, Michel Suleiman (ele próprio cristão), não será abordada, apesar das perseguições na Síria, no Egito e no Iraque.

Guga Chacra, comentarista de política internacional do Estadão e do programa Globo News Em Pauta em Nova York, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já foi correspondente do jornal O Estado de S. Paulo no Oriente Médio. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires

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