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A moda é estudar árabe em Damasco

gustavochacra

16 de novembro de 2008 | 19h41

Damasco virou a cidade da moda para aprender árabe. Europeus, americanos e asiáticos rumam para a capital síria, onde estudam uma língua que se tornou das mais importantes do século 21. São estudantes jovens, recém saídos da universidade, que decidiram tirar um semestre ou ano sabático para viver um tempo no Oriente Médio. E escolheram a Síria. Primeiro, porque o preço dos cursos de árabe são bem mais baratos em Damasco do que em Beirute ou no Cairo. Na verdade, pode-se estudar na Universidade de Damasco por um quinto do preço que cobra a Universidade Americana de Beirute. Além disso, a Síria é mais segura, se comparada ao Yemen, outro país que vinha atraindo estudantes até os recentes ataques da Al Qaeda. O país também é liberal quando comparado à Arábia Saudita e ao Kuwait e mais charmosa do que a Jordânia. Acima de tudo, aqui se fala árabe, e não inglês, como é o caso de Dubai e, de certa forma, a trilíngue Beirute, onde se usa ainda bastante o francês.

Estes jovens vêm para Damasco e passam quase o tempo todo em Bab Touma, o bairro cristão da cidade antiga. Saem apenas para ir às aulas, que são das na cidade universitária. Dividem casas com outros estrangeiros e ficam perambulando de um café para outro da charmosa região repleta de igrejas da capital síria. Bab Touma também é o destino da juventude síria nas noites de quinta e sexta. Em Damasco, a balada ainda é na parte antiga da cidade, e não na moderna. O descolado é descobrir um bar em alguma viela escondida, de preferência sem nenhum sinal na porta. O álcool é amplamente consumido na Síria, que tem tradição na produção do arak, a bebida nacional. Em algumas destas baladas há pátios abertos ou terraços, de onde pode ver a noite e, porque não, sonhar que está vivendo na áurea época dos Omíadas.

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