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Mecca constrói edifício maior do que o World Trade Center, em Nova York

gustavochacra

23 de abril de 2012 | 12h19

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Mecca Royal Clock Hotel Tower

Crédito – Daily Mail

Quinze dos 19 terroristas do 11 de Setembro eram sauditas. O líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, também. Para completar, a Arábia Saudita é o regime mais extremista do mundo. Mulheres ainda não podem dirigir carros ou circular sozinhas pelas ruas.

Este radicalismo se explica em parte por um acordo histórico da família Saud com os wahabitas, que integram a corrente mais conservadora do islamismo sunita.

Costuma-se dizer que eles querem voltar para os tempos de Maomé ou de que eles tenham inveja da modernidade do Ocidente. Mas não é bem assim. Os wahabitas não defendem um passado, mas um futuro ultra-conservador com todas as comodidades da modernidade.

Se quisessem retornar no tempo, deixariam Mecca, cidade mais sagrada para o islã, do jeito que era antigamente. Mas ocorre justamente o oposto.

A mesquita onde está a Kabba, uma pedra negra que serve de símbolo da anual peregrinação do haj para Mecca, deixou de ser o prédio mais imponente da cidade. Este lugar passou a ser ocupado pela Torre do Relógio. Inspirada pelo Big Ben de Londres, esta mistura de shopping Center com hotel para 65 mil pessoas ocupa hoje o posto de segundo edifício mais alto do mundo, atrás apenas do Burj al Khalifa, em Dubai. A construtora responsável é do BinLadin Group (sim, dos parentes de Bin Laden)

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O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” e do portal estadão.com.br em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios


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