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A Primavera Árabe virou Campeonato Paulista

gustavochacra

30 de março de 2012 | 09h38

A Primavera Árabe começa a se tornar o Campeonato Paulista, deixando de ter o impacto de uma Copa do Mundo. No ano passado, o planeta parou para ver as manifestações na Praça Tahrir, no Cairo, a queda e o assassinato de Kadafi, em Trípoli, e o início da violenta repressão de Assad, em Homs.

Agora, apenas os mais fanáticos pelo assunto acompanham o desenrolar da política doméstica do Egito. As mortes na Síria perdem a força com uma comunidade internacional resignada a mais uma guerra civil sectária no Oriente Médio. A federalização e radicalização da Líbia interessa a poucos. A possível divisão do Yemen mais uma vez em sul e norte passa ignorada.

Uma pena. É no Campeonato Paulista que descobrimos as tendências, assim como nestes momentos da Primavera Árabe sem marcos importantes. Depois, quando chega a Copa do Mundo, todos ficam surpresos.

Para quem não sabe, a situação no Iraque não para de se deteriorar, Darfur ainda existe e as negociações entre israelenses e palestinos seguem emperradas.

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O jornalista Gustavo Chacra, correspondente
do jornal “O Estado de S. Paulo” e do portal estadão.com.br
em
Nova York e nas Nações Unidas desde 2009, é mestre em Relações
Internacionais pela Universidade Columbia. Já fez reportagens do
Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito,
Turquia,
Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em
Honduras,
Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios

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