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A verdadeira batalha de Israel – judeus seculares versus ortodoxos

gustavochacra

28 de dezembro de 2011 | 14h15

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Nas suas primeiras décadas de história, Israel atraía principalmente judeus seculares em busca de construir um país. Viviam em kibutz e ergueram uma nação de primeiro mundo no Oriente Médio, com uma democracia vibrante e educada. Travaram guerras e venceram, em uma época em que realmente a existência do Estado judaico não era garantida. Como todas as nações do mundo, cometeram erros.

Nas suas últimas décadas de história, israelenses seculares e liberais passaram a emigrar para os Estados Unidos e outras partes do mundo. Algo normal, que também ocorre entre os brasileiros, chineses, indianos, turcos, libaneses e mesmo americanos em direção à Europa e Ásia. Por outro lado, Israel passou a atrair judeus mais religiosos. Vindos de diferentes partes do mundo, eles sonham com as yeshivas, e não os kibutz.

A democracia construída nos tempos de Ben Gurion, com o crescimento demográfico desta parcela da população, começou a provocar efeitos adversos. Alguns apelam para ataques terroristas contra os árabes de Israel e da Cisjordânia. Outros restringem os direitos das mulheres, as proibindo de andar na frente dos ônibus e cuspindo em uma menina de oito anos por suas roupas não serem conservadoras o suficiente.

Neste momento, o governo de Israel precisa agir com dureza para manter a democracia de seu país, evitando uma deterioração do cenário. Nos países vizinhos, como a Síria e o Egito, havia bem mais liberdade para as mulheres nos anos 1970 do que atualmente. Vou mais longe, Alexandria e Aleppo eram mais liberais nos anos 1920 do que hoje. Jerusalém não deveria seguir o mesmo caminho.

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O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” e do portal estadão.com.br em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios

 

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