As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Dia sem Wikipedia lembra os tempos do Almanaque Abril

gustavochacra

18 de janeiro de 2012 | 13h06

no twitter @gugachacra

Se tiver problemas para comentar, leia texto em laranja no final

_______________________________

Antes de os computadores pessoais e as impressoras se disseminarem pelas nossas casas, precisávamos fazer os trabalhos escolares em folhas de papel almaço. Tampouco tínhamos informação em um segundo através da Wikipédia de alguns eventos importantes na história da humanidade, como a bomba de Hiroshima, o assassinato do Kennedy e a chegada do homem à lua.

Os melhores recursos para ajudar em um trabalho escolar eram as enciclopédias, o Almanaque Abril e o Tesouro da Juventude. Ali poderíamos encontrar os dados necessários para entregar o trabalho da quarta série. Os mapas estavam nos Atlas, e não no Google Maps. Em vez de imprimi-los, os desenhávamos nas folhas de papel vegetal.

A Wikipédia, claro, é repleta de erros e não pode ser usada como fonte em trabalhos acadêmicos em universidades americanas e, imagino, no Brasil. Mas serve para matar aquela curiosidade de Almanaque. Outro dia, por exemplo, eu comecei a fazer uma pesquisa sobre a vida do pai do Romney por puro interesse pessoal através deste site.

Devido a uma lei anti-pirataria dos EUA, a Wikipédia decidiu tirar as suas páginas em inglês do ar. Eu entrei para fazer o teste com “Palmeiras”, para ver o que acontecia. Realmente, não estava disponível. Porém um menino em Jacarta podia saber um pouco da história do quarto maior time do Estado de São Paulo se digitasse o nome do clube em bahasa no site. A resposta seria – “Sociedade Esportiva Palmeiras adalah sebuah tim sepak bola Brasil yang berbasis di Sao Paulo, Brasil. Tim ini didirikan tahun 1914.”.

Quando eu era pequeno, precisava entrar na parte de esportes do Almanaque Abril para ver os títulos do Palmeiras no passado. Nasci em 1976, ano do último título antes da era Parmalat. Quando derrotamos o Corinthians em 1993, já existia a internet. Mas, na era Wikipédia, fomos campeões uma vez só.

_________________________

Muitos leitores estão com problemas para comentar. Estamos tentando resolver estas dificuldades técnicas o quanto antes. Tanto eu como o Ariel Palacios estamos dando início a esta nova era de comentários no Portal do Estadão. Por enquanto, vocês podem comentar através de um perfil no Facebook ou do email do Hotmail. O segundo caso facilita muito para quem não quiser se expor. Obviamente, o número de comentário diminuiu no novo sistema. Ao mesmo tempo, a qualidade dos debates melhorou. Os ataques anti-semitas e islamofóbicos praticamente desapareceram

Quem tiver problemas, por favor, me escreva no gchacra@hotmail.com. Também podem enviar comentários para este email que eu publico com o nome de vocês no espaço destinado ao meu comentário

Mais uma vez, desculpem os problemas

abs

Guga

______________________

Leiam ainda o blog Radar Global. Acompanhem também a página do Inter do Estadão no Facebook

Comentários islamofóbicos, anti-semitas e anti-árabes ou que coloquem um povo ou uma religião como superiores não serão publicados. Tampouco ataques entre leitores ou contra o blogueiro. Pessoas que insistirem em ataques pessoais não terão mais seus comentários publicados. Não é permitido postar vídeo. Todos os posts devem ter relação com algum dos temas acima. O blog está aberto a discussões educadas e com pontos de vista diferentes. Os comentários dos leitores não refletem a opinião do jornalista

O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” e do portal estadão.com.br em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.