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Afinal Obama, Jerusalém é ou não capital de Israel?

gustavochacra

06 de setembro de 2012 | 12h29

Eleições nos EUA 2012

– No rádio Estadão/ESPN, às 18h20, comento as ELEIÇÕES AMERICANAS
 – Na TV Globo News- às 20h, participo do Globo News Em Pauta falando de política internacional

O discurso de Bill Clinton foi elogiado por grande parte da mídia ontem, embora tenha disputado a audiência com o jogo do Dallas Cowboys contra o New York Giants no início da temporada do futebol americano nos EUA.

Além de competir com o esporte, o ex-presidente também viu parte das atenções da mídia se dirigir para a questão do status final de Jerusalém. Isso mesmo, como deve ser designada a cidade na plataforma de campanha democrata.

Oficialmente, o governo dos Estados Unidos mantêm que o status de Jerusalém deva ser definido em negociações entre israelenses e palestinos. A embaixada até hoje se localiza em Tel Aviv.

Os partidos, porém, incluindo o Democrata de Barack Obama em 2008, afirmam que “Jerusalém é capital de Israel”, embora não usem a palavra indivisível. Desta vez, a campanha do democrata decidiu omitir este ponto. Obviamente, foi alvo de ataques republicanos e também de membros de seu próprio partido. Menos de 24 horas depois, foi acrescentada ao programa por ordem de Obama, que mais uma vez consegue a façanha de se queimar com israelenses e palestinos.

No fim, como sabemos, Jerusalém é a capital de Israel. O Parlamento (Knesset), a Suprema Corte e o Poder Executivo se localizam na cidade, apesar de alguns outros órgão governamentais estarem em Tel Aviv.

Em um acordo, talvez os palestinos tenham Jerusalém como sua capital. Na minha opinião, o mais simples era manter a cidade unificada, capital dos dois Estados. No caso da Palestina, sendo sede da Presidência, com a administração ficando em Ramallah, como já ocorre atualmente, a apenas alguns quilômetros de distância.

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O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” e do portal estadão.com.br em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen. Também é comentarista do programa Em Pauta, na Globo News. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios

no twitter @gugachacra

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