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Arafat foi assassinado? Quem o matou? Sua morte foi menos importante do que a de Hariri?

gustavochacra

08 de novembro de 2013 | 11h22

Yasser Arafat pode ter sido assassinado por envenenamento por polônio, de acordo com cientistas suíços. Cientistas russos não cravam esta informação. Aparentemente, porém, cresce a possibilidade de o líder palestino ter sido morto, e não ter morrido em decorrência de alguma doença.

Os palestinos afirmam que Israel é o único suspeito. Sem dúvida, os serviços secretos israelenses devem ser incluídos entre os suspeitos, pois o próprio Ariel Sharon, premiê na época, havia dito no passado que se arrependia de não ter eliminado Arafat em outras oportunidades. Não seria nada surpreendente se Israel o houvesse matado. Estaria dentro da estratégia de Sharon, que havia isolado o líder palestino em sua muqata. George W. Bush era outro que não suportava Arafat. Ambos líderes, de Israel e dos EUA, acusavam o palestino de envolvimento com o terrorismo.

Mas outros atores na região também devem ser citados como suspeitos, incluindo alguns palestinos. Aliás, mesmo que tenha sido Israel, seria quase impossível a ação sem a ajuda de alguém da Autoridade Palestina.

O mais interessante, porém, é que a morte de Arafat teve bem menos impacto para o Oriente Médio do que a de Rafik Hariri, premiê do Líbano, no ano seguinte. Hoje a região de uma certa forma está envolvida em conflito iniciado com a morte do primeiro-ministro libanês. Naquele dia de fevereiro de 2005, começavam a emergir os pilares da disputa aberta entre Irã e Arábia Saudita pelo mundo islâmico. Já a morte do líder palestino teve pouca relevância história recente, mesmo para os palestinos.

 Guga Chacra, comentarista de política internacional do Estadão e do programa Globo News Em Pauta em Nova York, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já foi correspondente do jornal O Estado de S. Paulo no Oriente Médio e em NY. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires

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