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As fronteiras da Síria e os radicais islâmicos dentro e fora do país

gustavochacra

27 de outubro de 2008 | 10h44

A Síria acusa os EUA de atacarem o seu território e matarem oito pessoas. Os americanos não confirmaram, tampouco negaram a operação. Mas tanto Washington quanto o Iraque afirmam que a Síria não controla a fronteira entre os dois países.

Os sírios argumentam que os americanos, com muito mais dinheiro e equipamentos, são incapazes de impedir a imigração ilegal e o tráfico de drogas na fronteira com o México. Portanto, deveriam saber das dificuldades de monitorar uma região localizada no meio de um deserto.

Segundo Damasco, os americanos não dão o mesmo apoio logístico que concedem à Jordânia e à Arábia Saudita para vigiarem as fronteiras deles com o Iraque. E, acrescenta o regime de Bashar al Assad, a Síria recebeu mais de um milhão de refugiados iraquianos e fornece a eles educação e saúde gratuitas sem nenhuma ajuda americana ou do Iraque. Os jordanianos e os sauditas fecharam as suas portas para os iraquianos que fugiam da guerra.

Os EUA dizem que a Síria, na verdade, tem má vontade para controlar a sua fronteira e quer provocar instabilidade no Iraque. Os sírios são acusados por integrantes da administração de George W. Bush de dois pesos e duas medidas em relação a grupos radicais islâmicos.

O regime de Damasco combate com extrema dureza essas organizações dentro do país. Há o célebre episódio do massacre de Hama, quando a Irmandade Muçulmana foi praticamente eliminada da Síria e, mais recentemente, a mobilização de 10 mil militares para a fronteira com o Líbano para impedir a entrada de radicais sunitas ligados à rede terrorista ål Qaeda. Fora das suas fronteiras, a Síria dá apoio ao Hezbollah e ao Hamas, além de, segundo os americanos, a facções ligadas à Al Qaeda no Iraque.

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