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As versões turcas de Palmeiras, Corinthians, São Paulo, Santos e Juventus

gustavochacra

07 de março de 2009 | 09h01

Os turcos são como os argentinos no estádio. Fanáticos, cantam o tempo todo, não sentam a maior parte dos 90 minutos de jogo e torcem mesmo quando os seus times estão perdendo. Aqui em Istambul, há três grandes equipes. O Galatasaray, o Fenerbace e o Besiktas. Pode ser diante da Mesquita Azul, no elegante bairro de Nisantasi ou no boêmio Istkalal – qualquer turco da cidade sempre torcerá por um desses clubes, inclusive as mulheres e os religiosos.

O Fenerbace é o Corinthians ou o Boca Juniors. Talvez o Flamengo, para os cariocas. Time mais popular, está localizado na Ásia. Antes de vir para cá, imaginei que isso significasse que o time auri-celeste (mesmas cores da equipe da Bombonera) tivesse uma torcida mais concentrada nas camadas mais baixas. Errei. Primeiro porque a região de Fenerbace não é pobre. Trata-se de uma zona residencial de classe média. Em segundo lugar, porque o estádio do time é o melhor dos três clubes – há também o estádio olímpico, que não é usado por nenhuma das equipes. Por este motivo, existem pontos de difícil comparação com o Corinthians, ainda sem estádio. Para completar, assim como rubro-negro e o time de Parque São Jorge, o Fenerbace atravessa classes sociais. E também religiosas. Boa parte do conselho é composto por judeus e até mesmo armênios .

Em campo, o Fenerbace depende muito dos brasileiros Roberto Carlos, Alex e David. No ano passado, ainda tinha o Zico como técnico. O zagueiro é o uruguaio Lugano, ex-São Paulo. O estádio é bem moderno, com telões de plasma nos locais onde se vendem sanduíches e o tradicional chá turco. O acesso é fácil e organizado. O policiamento não chama tanto a atenção. Em parte, porque era uma partida contra uma equipe do interior.

O Galatasaray seria uma espécie de São Paulo, Fluminense ou River Plate. Seus torcedores são um pouco mais metidos. Assim como o tricolor do Morumbi, conquistou um campeonato de importância internacional e até hoje ironizam os seus adversários. Foram campeões da UEFA em 2000. Teve o goleiro Tafarel como um de seus maiores ídolos, ao lado do romeno-libanês George Hagi. Hoje, Lincoln, brasileiro, é um dos seus principais craques.

Já o Besiktas (pronuncia-se Beshiktash, em turco) é o Palmeiras (meu time), Vasco ou Racing. Com um estádio menor, charmoso e bem localizado, que lembra o Pacaembu, o time tem uma torcida que não pára um segundo sequer. Achei que os fenerios (torcedores do Fenerbace) fossem mais fanáticos, mas me enganei. Os torcedores ficaram de pé do começo ao fim da partida. Igual aos do Racing ou do Boca – e fui frequentador assíduo da Bombonera no passado. O ex-corintiano Bobo, Nobre e Rodrigo são os brasileiros do clube que já foi defendido por Ricardinho.

Os turcos também tem um “Santos”. É o Trabzonspor, da cidade de Trabzon, na costa do Mar Negro. É o quarto time em número de títulos. Como não teve Pelé – nem mesmo uma versão turca dele –, a equipe que fica perto da fronteira com a Geórgia nunca teve vôos mais altos. Antes que me esqueça, o Juventus da Mooca seria o Istambul Municipality. Assim como o moleque travesso, sempre arranca uns pontos do clubes grandes. Lamentavelmente, Izmir e Ancara possuem clubes fracos – não dá para comparar sequer com o Guarani e a Ponte Preta. A Portuguesa é única que não tem um similar em todo o mundo.

Deu no New York Times

“Israel transfere recursos naturais da Cisjordânia para beneficiar israelenses e isto é proibido não apenas de acordo com as leis internacionais, mas também segundo determinaçõs da Suprema Corte de Israel”, disse Michael Sfard, advogado do grupo de direitos humanos israelense Yesh Sin, que levará o caso para a Justiça na próxima semana. “Isto é transferência ilegal de terra no sentido mais literal”. A matéria completa está aqui

Reino Unido e Hezbollah

Os britânicos abriram diálogo com o grupo libanês Hezbollah. A organização xiita faz parte da coalizão 8 de Março, liderada pelo cristão Michel Aoun, e que tem condições de vencer as eleições parlamentares de junho. Integram aliança outras facções cristãs, o grupo xiita Amal, sunitas pró-Síria e druzos seguidores de Arslan. Seus rivais são da 14 de Março, composta pelos sunitas comandados por Saad Hariri e o premiê Fuad Siniora, diferentes agremiações cristãs, incluindo a de Samir Gaegea, e os druzos aliados a Jumblat. Não há xiitas

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