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Assad e Israel são os mais favorecidos pelo colapso da Irmandade Muçulmana no Egito

gustavochacra

03 de julho de 2013 | 13h03

Os maiores favorecidos no curto prazo com o colapso do governo da Irmandade Muçulmana no Egito são Israel e Bashar al Assad.

Os israelenses, com os militares no poder no Cairo, voltam a se sentir seguros. O Sinai havia se transformado em praticamente terra de ninguém desde a queda de Hosni Mubarak. Certamente, com o Exército no comando, os dois países voltarão a trabalhar conjuntamente para garantir a segurança na fronteira e também na Faixa de Gaza.

Assad, por sua vez, verá mais um de seus adversários deixar o poder antes dele e deve estar se divertindo ao acompanhar a CNN e a Al Jazeera. Além disso, a Irmandade Muçulmana apoiava abertamente a oposição síria. Com a crise no Egito, o líder sírio poderá argumentar que a estabilidade em Damasco apenas pode ser garantida pelo seu regime.

O Hamas, que se distanciou do Irã e de Assad por se aliar aos rebeldes na Síria, se enfraquece porque a Irmandade Muçulmana havia se tornado a principal aliada na região – com o dinheiro do Qatar, é verdade. Agora, o grupo palestino tende a se sentir isolado novamente.

A oposição síria usava, em parte, a Irmandade Muçulmana como símbolo. A maior partes dos rebeldes sírios é religiosa, de viés sunita conservador, que luta  contra um regime laico. Exatamente como no contexto do Egito, embora no Cairo não exista uma guerra civil.

Guga Chacra, comentarista de política internacional do Estadão e do programa Globo News Em Pauta em Nova York, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já foi correspondente do jornal O Estado de S. Paulo no Oriente Médio e em NY. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires

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