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Assad pode acabar morto em um atentado

gustavochacra

17 Maio 2012 | 11h51

no twitter @gugachacra

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Não descartem que Bashar al Assad seja morto em um atentado. A dinâmica na Síria leva a crer que esta possibilidade é cada vez maior. Supostos aliados, inimigos ou serviços de inteligência estrangeiros poderiam estar por trás. Nos países levantinos, morrer em um ataque terrorista não seria uma novidade.

Os presidentes libaneses Bashir Gemayel e Rene Mawad, além do então ex-premiê Rafik Hariri, são exemplos de líderes mortos em ataques terroristas jamais solucionados. A lista cresce ainda com o comandante militar do Hezbollah Imad Mighnyeh e com o líder falangista cristão Elie Hobeika. Sem falar no histórico líder druzo Kamal Jumblat, pai de Walid.

Ironicamente, o regime sírio é suspeito de estar por trás da maior parte destes atentados. Em lugares onde a máfia prevalece, como na Síria, sempre um Corleone pode ser traído. Conforme escrevi aqui diversas vezes, Hafez al Assad era o Vito; Bassil, o Sony; Bashar, o sofisticado Mike.  Verdade, neste caso, ele morreu sozinho, na Sicilia. Como será o fim de Assad?

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O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” e do portal estadão.com.br em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios