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Atentado em Detroit – Mais segurança em aeroportos não impedirá terrorismo

gustavochacra

26 de dezembro de 2009 | 21h41

Um nigeriano conseguiu entrar com explosivos em um vôo de Amsterdã para Detroit. As 278 pessoas a bordo apenas não morreram porque ele era mais um dos patetas que decidiram ser terroristas. Como aqueles outros cinco americanos presos no Paquistão. Porém, qualquer hora, um idiota destes explodirá um avião, o metro de Paris ou o trem de Nova York para Washington, onde se pode embarcar sem passar por nenhuma checagem de segurança.

Já em aeroportos e dentro dos aviões, a segurança vai aumentar. E, mais uma vez, não adiantará nada. Uma das medidas é obrigar os passageiros a permanecerem sentados na última hora do vôo. Não entendi o motivo. O nigeriano tentou se explodir sentado. Além disso, o que o impedirá de se levantar uma hora e cinco minutos antes de pousar? Também decidiram que permitirão levar apenas uma mala de mão. Lógico, assim o terrorista deixa a outra em casa e não explode o avião. Enquanto isso, as pastas de dente continuarão indo para o lixo. As companhias aéreas aqui nos EUA, por sua vez, terão que cortar ainda mais os custos e daqui a pouco nem água vão servir – para quem não sabe, no vôo de Los Angeles para Nova York não é servido comida e ainda cobram pelo fone de ouvido para ver um filme.

Esta preocupação com a segurança nos aviões sempre me impressionou. Mais ou menos como no caso do aquecimento global. Se querem mesmo salvar vidas, por que não determinam que os carros saiam da fábrica com uma trava no motor para impedir o motorista de ultrapassar 60 km/h? Li esta idéia em algum lugar. Dezenas de milhares de vidas seriam salvas todos os anos. Praticamente todo o mundo no Brasil conhece alguém que morreu em um acidente de carro. Mas quantos conhecem uma vítima de atentado terrorista em avião? Ou que morreu por causa do aquecimento global?

Basicamente, não colocam esta trava porque teria custos econômicos enormes. A questão agora é verificar o custo-benefício de mais segurança nos aeroportos que, no fundo, não serve para muita coisa.

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