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Autoridade Palestina adora o status quo sem a existência do Estado palestino

gustavochacra

02 de janeiro de 2012 | 17h48

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A Autoridade Palestina vive em parte da indústria da negociação. O status quo atual pode não ser bom para os palestinos. Mas certamente é para figuras como o presidente Mahmoud Abbas e seu eterno negociador, Saeb Erekat, que em 20 anos não conseguiu praticamente nada. Eles recebem milionárias ajudas para fingir que chegarão a um acordo para o conflito.

Agora, o diálogo com Israel será retomado através de intervenção da Jordânia. Certamente, nada de importante resultará das conversas entre líderes palestinos e israelenses. Os dois lados impõem pré-condições que são opostas – em tempo, chega a ser bizarro Israel dizer que quer negociar sem pré-condições, desde que os palestinos aceitam as condições impostas por eles.

Teve Intifada, guerra em Gaza, ameaça de criar o Estado palestino na ONU. Tudo em vão. Não muda nada e não vai mudar tão cedo. Abbas poderia ter sido mais esperto e, em vez de insistir no Conselho de Segurança, onde seria derrotado,deveria ter ido para a Assembleia Geral e aceito ser um Estado observador.

A solução para o conflito, independentemente de formulações racistas de islamofóbicos e anti-árabes de um lado e anti-semitas de outro, é a criação de um Estado palestino na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. Os principais blocos de assentamento, como Maaleh Adumim, perto da fronteira, ficariam com Israel. Em troca, os palestinos receberiam terras aproximando os seus dois territórios. Jerusalém seria uma municipalidade unificada e capital simbólica dos dois países. Na prática, a administração palestina continuaria em Ramallah. Os refugiados poderiam voltar para o novo Estado. Israel reconheceria que muitos deles foram expulsos na guerra de 1948. E países árabes como o Egito admitiriam ter forçado a saída de judeus na mesma época.

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O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” e do portal estadão.com.br em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios

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