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Biden conseguiu negociar com republicanos e salvou Obama

gustavochacra

02 de janeiro de 2013 | 15h10

O acordo para evitar o abismo fiscal não era o sonhado por republicanos e democratas. Os dois partidos, obviamente, divergem sobre qual a melhor forma de controlar o déficit. No fim, após negociações, chegaram a um acordo graças a três pessoas – o vice-presidente Joe Biden (democrata), o líder republicano no Senado Mitch McConnell e o presidente da Câmara, Jonh Boehner (republicano).

Eles conseguiram superar a falta de maturidade do presidente Barack Obama durante as negociações, que perdeu tempo dando discursos desnecessários e tentando se colocar como o adulto na sala. Além da infantilidade do presidente, os três conseguiram superar o radicalismo de parte dos deputados republicanos.

Tudo começou com o encontro entre Biden e McConnell. O vice-presidente foi senador por muito tempo e, diferentemente de seu chefe, entende o que é negociação. Não era o momento de fazer piada na TV, como passou o tempo Obama, que poderia ter ficado no Havaí em vez de atrapalhar (até senadores democratas o criticaram). O líder republicano, por sua vez, conseguiu convencer quase todos os senadores de seu partido a votarem a favor. Foram, no Senado, 89 a 8, sendo que apenas 5 dos 47 republicanos votaram contra o acordo.

Na Câmara, Boehner enfrentou metade dos deputados de seu partido e colocou para votação o acordo no Senado. Provavelmente, se queimou com parte dos republicanos. Mas mostrou grandeza ao votar a favor do acordo e convencer 85 dos 167 dos deputados republicanos, que se juntaram a 172 democratas para evitar o abismo fiscal.

Diante do acordo, Biden se fortalece politicamente e, embora visto como pateta no passado, passa a ser uma figura séria para as primárias democratas em 2016. Especialmente com Hillary Clinton, favorita absoluta, com a saúde debilitada nesta momento – ela tende a se recuperar. No lado republicano, há vários nomes fortes, como Jeb Bush, Chris Christie, Paul Ryan, Marco Rubio, Suzana Martinez e Rand Paul.

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O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” e do portal estadão.com.br em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009 e comentarista do programa Globo News Em Pauta, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti, Furacão Sandy, Eleições Americanas e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen.  No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios

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