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Boa Páscoa com Shaul Mofaz, um defensor da Palestina

gustavochacra

07 de abril de 2012 | 13h32

 no twitter @gugachacra

“O maior perigo para Israel não é um Irã nuclear, mas um Estado de Israel que um dia deixe de ser judaico porque terá tantos palestinos (muçulmanos, cristãos e drusos) quanto judeus. Portanto é interesse de Israel que um Estado palestino seja criado”

A frase é de Shaul Mofaz, novo líder do Kadima, principal partido da oposição israelense, em entrevista ao New York Times. Ele entende o óbvio. Não dá para Israel ser judaico, democrático e em todo o território ao mesmo tempo.

Vamos à eterna equação

Judaico+ Todo o território = Apartheid, pois milhões de palestinos seriam não-cidadãos. Outra opção seria a Limpeza Étnica, com a expulsão dos palestinos em um crime contra a humanidade

Judaico + Estado Palestino = Democracia de maioria judaica

Todo o Território + Cidadania israelense para palestinos – Seria o fim do ideal sionista de ter um Estado para os judeus

 

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O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” e do portal estadão.com.br em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios

 

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