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Brasil devia copiar Argentina e reduzir a desigualdade entre homens e mulheres

gustavochacra

01 de novembro de 2011 | 18h49

no twitter @gugachacra

Brasileiros costumam reclamar muitas vezes do tratamento das mulheres em outras nações. E temos razão. Como não criticar a Arábia Saudita, onde as mulheres não podem dirigir carros, andar sozinhas ou se vestir como quiser?

Mas, mesmo estando bem à frente dos sauditas, nos posicionamos dezenas de posições atrás dos argentinos. Pelo menos é o que diz o relatório do World Economic Forum divulgado hoje sobre a desigualdade entre homens e mulheres ao redor do mundo.

Apesar de termos uma mulher na Presidência pela primeira vez em sua história, o Brasil ocupa a 82 posição no ranking, logo atrás de países como a Albânia, Gâmbia, Vietnã e República Dominicana. Na América do Sul, estamos atrás de todas as nações de língua espanhola e a Argentina conquistou o 28 lugar.

“O Brasil é um dos piores países do mundo nesta questão salarial. As mulheres chegam a ganhar metade dos homens em alguns casos para trabalhar na mesma função”, disse Saadia Zahidi, pesquisadora do World Economic Forum responsável pelo levantamento, em entrevista para mim em Nova York.

No ranking, o Brasil é o 103o e 111o colocado quando se leva em conta as mulheres em cargos ministeriais e parlamentares respectivamente, em um desempenho considerado péssimo para um país com uma das maiores economia e democracias do mundo.

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O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” e do portal estadão.com.br em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios

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