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Brasil é criticado por apoiar prêmio oferecido por ditador de Guiné Equatorial na UNESCO

gustavochacra

09 de março de 2012 | 16h28

no twitter @gugachacra

O Human Rights Watch criticou a decisão brasileira de votar a favor de uma parceria da UNESCO com o ditador de Guiné Equatorial em uma premiação na área de ciência que concede ao vencedor cerca de US$ 3 milhões.

No poder desde 1979, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo reprime a oposição, censura a imprensa e é acusado de corrupção. Sua família também controla o setor petrolífero do país. Mas, a partir de agora, ele terá o status de prêmio oferecido em conjunto com a UNESCO.

Vale lembrar que outros países, como os Estados Unidos, concedem apoio ainda maior a ditaduras, como a da Arábia Saudita. Com o agravante de os sauditas não concederem direitos humanos para as mulheres. E o mundo todo faz negócios com a China, outra ditadura.

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O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” e do portal estadão.com.br em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios

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