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Cinco mitos sobre o Oriente Médio

gustavochacra

28 de outubro de 2009 | 20h12

Há vários mitos sobre o Oriente Médio que influenciam na maneira como as pessoas observam esta região. Abaixo, seguem alguns

1. “Palestinos querem Jerusalém Oriental porque esta é a terceira cidade mais sagrada para os muçulmanos”

Mentira. Primeiro, exclui os cristãos palestinos, que são uma parcela considerável da população palestina da cidade. E, para o cristianismo, Jerusalém, ao lado de Belém, é a cidade mais sagrada. Em segundo lugar, e mais importante, os palestinos (muçulmanos e cristãos) reivindicam Jerusalém Oriental por serem a maioria dos habitantes desta parte da cidade. Não fossem os assentamentos ilegais, seriam quase a totalidade

2. “Xiitas iraquianos sempre estarão do lado do Irã”
Mentira. Os xiitas do Iraque combateram os iranianos na Guerra do Irã contra o Iraque nos anos 1980. Eles são árabes, não persas, como os iranianos. Possuem culturas e línguas distintas. Clérigos xiitas iraquianos também condenam o regime islâmico de Teerã

3. “Homens-bomba do Hezbollah se explodem em Israel”
Mentira. O Hezbollah nunca cometeu um atentado suicida dentro do território israelense em sua história. Todas as ações foram dentro do território libanês contra as forças de ocupação israelense, até a retirada em 2000

4. “Gaza é uma favela repleta de ignorantes”
Mentira. Em Gaza, 92,4% dos habitantes são alfabetizados e seu índice de desenvolvimento humano supera o de muitos países árabes da região

5. “Árabes não bebem álcool”
Mentira. O Líbano e mesmo os palestinos possuem fábricas próprias de cerveja. Jovens consomem bebidas normalmente em baladas em Beirute, Ramallah, Cairo, Damasco e Amã. Os vinhos do Vale do Beqa são vendidos em restaurantes de Nova York, São Paulo e Paris. Sem falar na produção de arak na Síria e no Líbano

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