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Com seus clubes esportivos, o Egito é a pátria do squash – até o presidente joga

gustavochacra

20 de março de 2009 | 17h51

Os ingleses influenciaram ao longo do século 19 e 20 cidades grandes ao redor do mundo, como Mumbai, Cairo, Buenos Aires e até mesmo São Paulo. A marca pode ser encontrada nos clubes esportivos destas metrópoles. Assim como na capital paulista temos o Pinheiros, o Paulistano, o Monte Líbano e a Hebraica, na capital egípcia há o Sporting, o Gezira, o Zemalak. Todos freqüentados pela classe média e a elite. Com piscinas, quadras, pistas e campos, são usados para a prática de esportes como a natação, futebol, handebol, tênis e, acima de tudo, o squash. Esta modalidade é uma febre no Egito. Até mesmo uma quadra foi construída para um torneio internacional ao redor das pirâmides.

E o Egito possui os melhores jogadores do mundo. O número 1 do ranking mundial é o egípcio Karim Dawish, que superou a lenda Amr Shabana, também egípcio e atual segundo colocado, que é o Roger Federer do squash. Quer mais? O quarto é Ramy Ashour e o nono, Wael el Hindi. Sem falar no adolescente Mohamed El Shorbagy, conhecido como o fenômeno de Alexandria, que já está no 22o lugar e muitos dizem que superará Shabana como o melhor jogador de squash de todos os tempos. Fora do ranking, não podemos esquecer do também jogador octogenário Hosni Mubarak, que ainda acumula o cargo de presidente do Egito.

Sabendo do potencial do esporte, o Egito lidera um lobby para que o squash seja incorporado aos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. Na última Olimpíada, os egípcios conquistaram apenas uma medalha de bronze, o mesmo número de Israel, que também é fraco em esportes. No Oriente Médio, o melhor é a Turquia, com uma de ouro, quatro de prata e três de bronze. O Irã teve uma de ouro e uma de bronze. O Bahrein compra atletas africanos e, dessa forma, conquistou o seu ouro. A Argélia, Tunísia e o Marrocos, que têm tradição com corredores, tiveram apenas um ouro desta vez. Líbano e Síria sequer tiveram atletas no pódio.

Mark Regev não é um bom porta-voz para Israel

Regev até que tenta ser simpático. Sempre é atencioso e educado com os jornalistas. E busca mostrar o lado israelense da moeda. Pena que não tenha talento para se comunicar e seus argumentos sejam fracos. Nenhum jornalista estrangeiro aguenta mais escutar que Israel é o único Estado que avisa seus inimigos que irá bombardeá-los. Conforme afirmou hoje para Regev o apresentador da CNN, Jim Clancy, muitos países avisam dos ataques, como os EUA no Iraque. Israel não é único. É mentira de Regev. Também insiste que Israel é o país com o Exército com mais valores éticos em todo o mundo. Declaração repetida por ministros e premiês israelenses. Como dá para dizer uma coisa dessas? Eles compararam com todos os Exércitos do mundo? Pelo que ficou demonstrado em afirmações de militares israelenses, publicadas no “Haaretz”, o Exército de Israel não respeitou os direitos humanos de palestinos em Gaza.

Os israelenses sabem que precisam urgentemente mudar a sua imagem. Conforme disse ao “New York Times”, o responsável por melhorar a imagem israelense, Ido Aharoni, “nós mostramos Sderot, mas outro também enxergam Gaza”.

Racismo das camisetas usadas por soldados de Israel

Está no Haaretz para quem quiser ler as frases racistas usadas por soldados de Israel


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