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Com veto dos EUA no Conselho de Segurança, Palestina luta para ter 2/3 de apoio na Assembleia Geral da ONU

gustavochacra

09 Setembro 2011 | 00h01

no twitter @gugachacra

Para conseguir ser admitida como Estado membro das Nações Unidas, a Palestina precisa da aprovação do Conselho de Segurança e de dois terços dos 193 membros da Assembléia Geral. Como o Departamento de Estado americano deu indicações de que deve vetar a iniciativa no órgão decisório máximo da ONU, os palestinos devem se concentrar apenas na segunda votação.

Desta forma, a aprovação na Assembléia Geral seria mais simbólica, uma vez que Israel, em 1947, teve a sua criação aceita  em votação nesta mesma instância da ONU em sessão presidida pelo brasileiro Osvaldo Aranha. Além disso, seria um sinal de que a maior parte da comunidade internacional defende o novo Estado.

O ônus da rejeição no CS ficaria com a administração de Barack Obama em um momento em que os americanos buscam melhorar a imagem do país no mundo árabe e islâmico. Independentemente de ser a favor de regimes ditatoriais ou de democracias no Norte da África e no Oriente Médio, quase todo árabe de Casablanca a Dubai defende a criação de um Estado palestino e dificilmente perdoariam os EUA por uma posição contrária a este ideal.

Na Assembléia Geral, até agora, mais de cem países, incluindo o Brasil, declararam que votarão a favor da admissão da Palestina como Estado membro da ONU. Os europeus ainda estão divididos e as posições de pequenas nações na Ásia e na África serão decisivas para os palestinos conseguirem os dois terços.

Israel espera impedir os palestinos de alcançarem os 129 votos necessários através de negociações com membros ainda indecisos. Caso não obtenham sucesso na Assembléia Geral, os israelenses contam com o veto dos EUA no Conselho de Segurança e um possível voto contrário de países da Europa à admissão da Palestina, no que eles considerariam uma vitória entre as nações ocidentais.

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O jornalista Gustavo Chacra, correspondente de “O Estado de S. Paulo” em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Yemen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al Qaeda no Yemen. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios