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Começa a cair o interesse pela guerra na Síria

gustavochacra

03 de setembro de 2012 | 12h28

Infelizmente, chegamos ao momento em que a opinião pública internacional começa a se desinteressar pela Síria. Duzentos mortos por dia em uma guerra civil deixam de ser novidade. Não há mais aquele medo de Damasco e Aleppo se tornarem sinônimos de Bagdá e Beirute. Já são. Hoje, quando se pensa em guerra, pensamos nos sírios e não mais nos iraquianos.

Este cenário ocorreu na Líbia por um tempo entre o início da intervenção militar e a queda de Muamar Kadafi. Foram meses de mortes sem que o mundo se interessasse muito. Apenas voltou ao topo da agenda quando o regime foi derrubado, antes de, semanas mais tarde, voltar ao esquecimento.

Na Síria, talvez ocorra mesmo, embora sem intervenção externa neste momento. Por outro lado, existe uma chance de Assad ir se sustentando no poder, mesmo que sem controlar todo o país e mesmo porções das duas maiores cidades. Este cenário pode continuar por meses ou anos.

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O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” e do portal estadão.com.br em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen. Também é comentarista do programa Em Pauta, na Globo News. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios

no twitter @gugachacra

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