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Como combater o medo depois de um ato terrorista

gustavochacra

17 de abril de 2013 | 13h00

 Veja meu comentário sobre A Islamofobia e o Medo depois do atentado no Jornal das Dez da Globo News

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As pessoas se sentem mais vulneráveis depois de um atentado e costumam achar que outros ocorrerão em situações similares. Depois do 11 de Setembro, pensavam em novos aviões sendo lançados contra prédios. Depois do 7 de julho em Londres, em explosões em metrôs. E agora, depois de Boston, em ataques durante eventos esportivas.

Mas, de acordo com pesquisa da Universidade Duke, o medo começa a se diluir com o passar dois dias por dois motivos. Primeiro, os atos de heroísmo levam as pessoas a se sentirem mais seguras. Imaginam que sempre terá alguém ao lado em momentos de terror, sejam os heróis médicos, bombeiros, policiais ou cidadãos comuns.

Em segundo lugar, o reforço na segurança, implementado pelas autoridades, busca não apenas reduzir a possibilidade de um novo ataque como também tentar deixar as pessoas se sentindo mais seguras ao verem policiais na entrada de estações de metrô ou em aeroportos, por exemplo.

Moradores de cidades como Tel Aviv, Londres e Beirute, que foram alvos de seguidos atentados terroristas, aos poucos aprendem a conviver com a possibilidade de um ataque. Mas, psicologicamente, é bem mais difícil do que metrópoles alvejas apenas poucas vezes, como Buenos Aires. Um israelense ou um libanês certamente teme mais o terrorismo do que um argentino, apesar do atentado contra a AMIA.

Nova York, por sua vez, está 100% normal hoje. Não pensem que as pessoas estejam com medo de pegar metrô ou avião. É igual a São Paulo. Falam do atentado tentando especular sobre quem cometeu. Mas nada além disso e de uma tristeza pelo episódio. Boston, porém, segue de luto. O ataque foi na Copley Square, o coração da cidade, perto da sofistica Newberry Street, da Trinity Church, do Charles River e da Fenway Park.

Guga Chacra, comentarista de política internacional do Estadão e do programa Globo News Em Pauta em Nova York, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já foi correspondente do jornal O Estado de S. Paulo no Oriente Médio e em NY. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires

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