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Como é esperar o furacão em Nova York

gustavochacra

29 Outubro 2012 | 12h33

O furacão ainda não chegou. Por enquanto, sendo muito honesto, está normal o clima em Nova York. Venta, mas nada que vocês não tenham visto no Brasil. Até deu para levar um dos meus cachorros para passear (a Mel, mas não o Messi). Há taxis circulando, mas não metrôs e ônibus. Parece um feriado de Thanks Giving, com poucos restaurantes abertos, sem cinema, shows e, para completar, com as academias fechadas. Deu para comprar um café, apesar da fila  longa. Os supermercados fecharam. Para uma emergência, há farmácias abertas.

Aqui em casa, tem bastante pão, Nutella, queijo, hummus, iogurte grego e suco. Minha mãe, semanas atrás, me deu apito e lanterna para o caso de um evento como este. No dia, achei inútil. Hoje vi que ela estava certa.

De manhã, os jornais The New York Times e Wall Street Journal estavam na porta de casa, mas sem os resultados da fenomenal vitória do San Francisco Giants sobre o Detroit Tigers na final da World Series do baseball. Aliás, sonho em ver os brasileiros acabarem com o estereótipo sobre este mágico esporte americano.

Amigos meus que moram no Battery Park, no West Village e no Chelsea, que são três dos mais sofisticados bairros de Manhattan, precisaram deixar suas casas pois há risco de alagamento. Em outras áreas, como o Upper West Side, meu bairro, a situação é bem melhor por estarmos bem acima do nível do mar (e dos rios). As áreas costeiras de Nova York que, ao contrário do que muitos imaginam, possui praias no Brooklyn e no Queens, são as regiões mais graves.

No ano passado, tivemos o Irene. No fim, em Nova York, os efeitos foram de uma tempestade normal. Nada maior do que uma chuva de verão em São Paulo. Esperamos ter a mesma sorte neste ano.

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O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” e do portal estadão.com.br em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade ColumbiaTambém é comentarista do programa Em Pauta, na Globo News. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen.  No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios