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Como o resultado do plebiscito na Escócia ajuda a prever a eleição no Brasil

gustavochacra

19 de setembro de 2014 | 10h48

As pesquisas acertaram quem venceria o plebiscito na Escócia, mas erraram feio na diferença. Nenhum dos levantamentos previa que a vantagem dos favoráveis à manutenção da Escócia no Reino Unido  seria de dez pontos percentuais. Por outro lado, as bolsas de apostas acertaram. Ao redor de 80% dos apostadores ou das apostas cravavam a vitória do “Não” e acertaram.

Por este motivo, na avaliação do site de estatísticas Upshot, do New York Times, os institutos de pesquisa deveriam perguntar não apenas em quem a pessoa irá votar, como também quem ela acha que irá vencer. Este segundo dado levaria em consideração o que as pessoas têm observado ao redor dela e ouvido de outros e não apenas a sua opinião específica. No caso da Escócia, cerca de 8 em cada 10 achavam que venceria o Não e estavam corretos, embora as pesquisas colocassem metade a metade.

No Brasil, o mesmo deveria ser aplicado. Pesquisa do Datafolha de hoje coloca Dilma, no primeiro turno, em primeiro com 37%, seguida por Marina com 30% e Aécio com 17%. No segundo turno, a vantagem de Marina seria de 46% a 44%. Nas últimas pesquisas, dá para notar que Marina perdeu a força do início de sua candidatura, enquanto Dilma e Aécio se recuperaram um pouco.

Uma das principais consultorias de risco político do mundo, baseada nos EUA e com serviços vendidos para bancos e fundos de investimento de Wall Street, leva em consideração não apenas as pesquisas, mas uma série de outros fatores, como eleições anteriores e taxa de aprovação, para afirmar que Dilma teria 55% de chance de vencer e Marina 45%. Aécio não teria praticamente nenhuma chance. Diante destes números, Dilma possui um leve favoritismo, mas de forma alguma tem a vitória assegurada.

Agora, eu pergunto – quem vocês acham que irá para o segundo turno e quem vocês acham que vencerá a eleição? Esta percepção tem uma importância maior do que saber em quem iremos votar.

Como curiosidade, Dilma tem 57% de chance de vencer segundo as bolsas de apostas em Londres – as mesmas que acertaram a eleição na Escócia. Outro candidato aparece com 43%. E a probabilidade de a presidente vencer cresceu. Mas devemos levar em consideração que o volume negociado em apostas na eleição brasileira é baixo, sendo uma fração dos recordes de aposta no plebiscito na Escócia. Sei que, de forma clandestina, também há apostas de membros do mercado financeiro brasileiro. Não sei como andam as previsões.

Não sei como faz para publicar comentários. Portanto pediria que comentem no meu Facebook (Guga Chacra)  e no Twitter (@gugachacra), aberto para seguidores

Guga Chacra, comentarista de política internacional do Estadão e do programa Globo News Em Pauta em Nova York, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já foi correspondente do jornal O Estado de S. Paulo no Oriente Médio e em NY. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires

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