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Como Obama convencerá o Congresso a autorizar a intervenção na Guerra da Síria?

gustavochacra

31 de agosto de 2013 | 16h08

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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez história hoje ao buscar autorização do Congresso para intervir na Síria. Desta forma, o líder americano abre um precedente para outros ocupantes da Casa Branca  no futuro não agirem sem o aval de deputados e senadores. Mas esta decisão ocorreu apenas como um último recurso depois de fracassos na ONU e no Reino Unido e não por ele agir como um estadista.

Não será simples, porém, para Obama conseguir esta autorização. Existem opositores a esta operação tanto entre democratas como entre republicanos. No seu partido, há uma ala mais à esquerda que vê esta ação como uma repetição dos anos de Bush, embora a intervenção na Síria seja completamente distinta por ser de curta duração e sem o envio de tropas.

Entre os republicanos, o cenário é mais complexo. Alguns, como os senadores John McCain e Lindsay Graham, são a favor de uma intervenção ainda maior, incluindo, além dos bombardeios, uma zona de exclusão aérea e o armamento em larga escala da oposição. Outros, como os libertários e isolacionistas, são contra uma ação contra a Síria por achar uma intervenção cara, em um país não estratégico e que iria contra os cristãos sírios, majoritariamente aliados de Assad.

Obama terá a tarefa agora de, em primeiro lugar, apresentar provas de que realmente o regime de Assad foi responsável pelo uso de armas químicas. Em segundo lugar, precisará responder a todas às dúvidas sobre a eficiência de sua estratégia de bombardeios contra a infraestrutura militar de Assad. Será suficiente para coibir novas ações com armas químicas? Aumentará a intensidade da guerra civil? Provocará reações nos países vizinhos? Os EUA serão sugadas para um conflito ainda maior?

No Reino Unido, David Cameron fracassou. Mas o premiê teve pouco tempo para se preparar. Vamos ver a Casa Branca, com mais tempo e, possivelmente, mais informações

Guga Chacra, comentarista de política internacional do Estadão e do programa Globo News Em Pauta em Nova York, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já foi correspondente do jornal O Estado de S. Paulo no Oriente Médio e em NY. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires

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