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Como seria viver ao lado de um Irã nuclear? Pergunte aos japoneses e sul-coreanos

gustavochacra

14 de janeiro de 2012 | 11h32

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Não deve ser fácil viver em um país vizinho de uma nação regida por um regime radical, com armas atômicas e que faz constantes ameaças militares. Afinal, um dia ou outros eles podem decidir nos atacar. Este é o cenário em que vive a Coréia do Sul e o Japão.

Claro, não vamos levar em conta o Paquistão e a Índia, afinal ali existe uma balança de poder e, supostamente, são duas democracias. Porém há radicalismos nos dois lados e, especialmente em Islamabad, sabemos que um dia talvez tenhamos um regime bem menos simpático no poder.

Ao mesmo tempo, outros países afirmam ser impossível viver ao lado de um Irã com armas nucleares. Concordo, é pior do que ser vizinho da Costa Rica, onde as Forças Armadas foram abolidas décadas atrás. Mas, convenhamos, os iranianos estão cercados por outros países nucleares nas suas redondezas – Rússia, Israel, Paquistão e Índia. Certamente, a teoria da Mutua Destruição Assegurada seria aplicada.

Conforme afirma o libertário Ron Paul, os EUA sobreviveram quatro décadas com a União Soviética possuindo a capacidade de destruir o mundo. E nada aconteceu. Ronald Reagan e George Bush (o pai) souberam vencer a Guerra Fria sem precisar bombardear ninguém. O Irã, no caso, é infinitamente menos poderoso do que os soviéticos.

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O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” e do portal estadão.com.br em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios

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