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Curdos têm menos direitos do que os árabes de Israel e mais do que os palestinos

gustavochacra

13 de março de 2009 | 09h34

Os curdos têm mais direitos do que os palestinos da Cisjordânia e da Faixa de Gaza e menos do que os árabe-israelenses. Eles têm direito à cidadania turca. Os árabe-israelenses são cidadãos de Israel. Os palestinos, a não ser aqueles com passaporte jordaniano, não possuem nacionalidade. Estão no limbo. Os curdos podem se movimentar por toda a Turquia. Os árabe-israelenses viajam livremente para onde quiserem, a não ser Gaza (o que também não é permitido a cidadãos judeus de Israel). Os palestinos são obrigados a atravessar checkpoints para circular mesmo entre cidades da Cisjordânia, como Nablus e Ramallah. Os curdos são proibidos de ensinar a sua língua para as crianças nas escolas. Os árabe-israelenses podem aprender árabe que é usado em diversas outras partes de Israel. Os palestinos também podem falar livremente a sua língua. Apenas recentemente os curdos receberam permissão para ter jornais, TVs e rádio no seu idioma. Os palestinos e os árabe-israelenses sempre tiveram a sua imprensa independente.

O lobby israelense nos EUA

Charles Freeman pediu para que não considerassem seu nome para o posto de diretor do Conselho Nacional de Inteligência. Ele havia sido indicado por Dennis Blair, diretor nacional de inteligência dos Estados Unidos. A decisão ocorreu depois de enorme pressão de organizações pró-Israel americanas. Eles afirmam que Freeman fez declarações anti-Israel no passado. Mesmo depois de pedir o afastamento, ele não deixou de lado as suas críticas ao governo israelense. “Israel está se dirigindo para um abismo. É uma irresponsabilidade não questionar a política israelense e o que é melhor para a população americana”, disse. Posição similar foi defendida pelo professor John Mearsheimer, diretor do programa de Segurança Internacional da Universidade de Chicago, e Stephen Walt, professor de Relações Internacionais de Harvard, em livro crítico das consequências do lobby de Israel para a política americana. Os dois são dos maiores acadêmicos especializados em segurança em todo o mundo.

Nos EUA, é permitido fazer lobby e vários outros grupos agem da mesma forma que os pró-Israel. Entre eles, os armênios, que tentam convencer o Congresso em votação em abril a condenar o genocídio armênios. E os libaneses, que conseguiram articular uma lei anti-Síria em 2004.

O lobby árabe na França

Reportagem da Newsweek afirma que o Parlamento francês aprovou uma lei no início deste ano permitindo que a família do emir do Qatar pague menos impostos pelos seus imóveis na França. O Qatar ajudou o governo de Sarkozy na negociação para libertar as enfermeiras búlgaras e um médico palestino que estavam presos na Líbia. Especula-se que o Qatar teria pago os US$ 460 milhões exigidos pelo líder líbio Muammar Kaddafi. Eles também contribuíram para evitar uma nova guerra civil no Líbano, no ano passado, ao negociar um acordo entre facções rivais.

Shalit, a história que nunca termina

Mais uma vez, parece que Israel e o Hamas estão próximos de um acordo para libertar Gilad Shalit, capturado há quase três anos pela organização palestina. Segundo o Haaretz, Israel estaria disposto a libertar 450 membros do Hamas, mas exige que parte deles seja exilada. O grupo não concorda. Para complicar, não há provas de que o soldado esteja vivo.

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