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Da Al Qaeda ao Arizona – A culpa é do assassino e do terrorista, não do islã ou da direita americana

gustavochacra

11 de janeiro de 2011 | 13h37

O ataque contra a deputada Gabrielle Giffords que deixou outras seis pessoas mortas não pode ser atribuído à direita ou à Sarah Palin. A ação foi cometida por um desequilibrado mental que sequer era fã da ex-governadora do Alaska ou integrava grupos ligados ao Tea Party. Mais importante, seu ódio à congressista é anterior ao surgimento de Palin no cenário político nacional.

Culpar a direita americana, que dificilmente pode ser chamada de homogênea, equivale a condenar os muçulmanos por atos terroristas cometidos pela Al Qaeda. A culpa é do assassino e do terrorista. Não de uma religião ou de uma ideologia. E, assim como no islamismo, onde há sunitas e xiitas, radicais e moderados, seculares e religiosos, na direita dos EUA há enormes divisões, de libertários e conservadores, republicanos e independentes, a favor e contra os direitos dos homossexuais, a favor e contra o direito ao aborto.

É aquela velha história que eu repito aqui mais uma vez. Existem 10 milhões de palmeirenses. Destes, 1 milhão acompanham regularmente o time. Cerca de 50 mil vão ao estádio todos os meses. Cinco mil são da Mancha Verde. Cinquenta destes são violentos. E um ou dois podem cometer um ato violento. O que, portanto, ser palmeirense tem a ver com a violência? Nada. O mesmo vale para o criminoso que feriu Giffords e os terroristas espalhados pelo mundo. Tratem como criminosos os responsáveis. Se alguém incitou o crime, deve ser condenado como cúmplice. Não foi o caso de Palin.

Dica – Leiam o blog da http://blogs.estadao.com.br/adriana-carranca/fundamentalismo-republicano/ Adriana Carranca

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O jornalista Gustavo Chacra, mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia, é correspondente de “O Estado de S. Paulo” em Nova York. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Yemen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al Qaeda no Yemen e eleições em Tel Aviv, Beirute e Porto Príncipe. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo em 2009, empatado com o blogueiro Ariel Palacios

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