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Da Cebola ao Chocolate – Chato para comer é na verdade o maestro do paladar

gustavochacra

27 de julho de 2010 | 08h34

Todos conhecem adultos chatos para comer, com paladar infantil, que sempre preferem pratos básicos como pizza, batata-frita e chocolate.  Em casos extremos, alguns consomem comidas apenas de determinada cor, como o branco ou amarelo em claro sinal de Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), segundo pesquisa do Departamento de Psicologia da Universidade de Toronto, no Canadá. Assim, a dieta se reduz a queijos, pães e massas. Também é comum ver pessoas com aversão a comidas verdes, o que elimina alface, espinafre, rúcula e mesmo limão da alimentação.

O Centro de Distúrbios na Alimentação da Universidade Duke, nos Estados Unidos, elaborou uma pesquisa para determinar se um adulto é um “pickyeater”, que poderia ser traduzido como comedor exigente ou chato mesmo. A primeira pergunta é se o paciente concorda em comer novos pratos. Este é o dilema de muitos turistas que viajam pelo mundo, temendo ser obrigados a consumir algo que possa ter uma das características que eles não gostam nos alimentos – diferentemente de pessoas comuns, que vêem no novo prato a chance de uma experiência gastronômica.

Mas existem também os que acreditam que os chatos para comer, na verdade, possuem um paladar mais avançado. Seriam o que a psicóloga da Universidade da Flórida Linda Bartoshuk definiu como os “supertasters” (superpaladar). Estas pessoas teriam uma sensibilidade maior a sabores azedos e amargos, tornando alguns alimentos intragáveis, o que as leva a optar por comidas mais simples, como as crianças.

O chato para comer seria como um maestro para a música. Com um ouvido mais aprimorado, os regentes preferem sempre música clássica, evitando CDs de pagode. O chato para comer, ou supertaster, também não vê necessidade em comer alimentos exóticos, se sentindo melhor com um cheese-burger, coca-cola e batafrita. Na sobremesa, sorvete de chocolate. O Fast-Food seria, neste caso, a música clássica.

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O jornalista Gustavo Chacra, mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia, é correspondente de “O Estado de S. Paulo” em Nova York. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Yemen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al Qaeda no Yemen. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo em 2009, empatado com o blogueiro Ariel Palacios

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