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Da Mesquita à Sinagoga – Os anti-semitas e islamofóbicos

gustavochacra

16 de agosto de 2010 | 09h30

Em todos os meus posts, faço questão de colocar ao final que comentários anti-semitas e islamofóbicos não serão publicados. Porém, todos os dias, algumas pessoas escrevem ataques contra judeus e muçulmanos. Tenho certeza de que muitas delas não percebem. Outras são preconceituosas mesmo. Este segundo grupo não me interessa.

Já o primeiro poderia evitar os ataques anti-semitas e islamofóbicos substituindo a palavra judeu por muçulmano ou muçulmano por judeu. Talvez, para facilitar ainda mais, coloque “cristão” no lugar. Assim dará para ter a dimensão da islamofobia ou do anti-semitismo.

Como moro nos Estados Unidos e vivi no Oriente Médio, pude observar bem a islamofobia e o anti-semitismo de perto. Até hoje, no vestiário de clube em São Paulo ou em uma mesa de café em Nova York, escuto duras agressões contra judeus – obviamente, sempre que eles não estão por perto. Caso um se aproxime, o discurso muda.

A islamofobia é mais aberta. Basta assistir canais como a Fox News ou escutar políticos mais conservadores. Alguns até “acusavam” Obama de ser muçulmano. Como disse na época Colin Powell, em uma aula de tolerância, “Obama não é muçulmano, mas, ainda que fosse, teria o direito de ser presidente dos EUA”.

Apenas para ficar claro, existem muitos muçulmanos anti-semitas e judeus islamofóbicos. Mas isso não justifica a islamofobia e o anti-semitismo.

Comentários islamofóbicos, anti-semitas e anti-árabes ou que coloquem um povo ou uma religião como superiores não serão publicados. Tampouco ataques entre leitores ou contra o blogueiro. Pessoas que insistirem em ataques pessoais não terão mais seus comentários publicados. Não é permitido postar vídeo. Todos os posts devem ter relação com algum dos temas acima. O blog está aberto a discussões educadas e com pontos de vista diferentes

O jornalista Gustavo Chacra, mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia, é correspondente de “O Estado de S. Paulo” em Nova York. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Yemen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al Qaeda no Yemen. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo em 2009, empatado com o blogueiro Ariel Palacios

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