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Dá para ser a favor de Dilma e pró-Israel e contra Dilma e pró-Palestina?

gustavochacra

24 de julho de 2014 | 13h08

O governo brasileiro, ao convocar seu embaixador em Tel Aviv e considerar desproporcional as ações de Israel na Faixa de Gaza para conter os ataques de foguetes do Hamas, adotou uma posição clara no conflito e partidarizou a questão no Brasil. Quem apoia a administração petista tende a se solidarizar com os palestinos e condenar Israel. Quem se opõe a Dilma tende a se posicionar mais próximo dos israelenses.

Eu avalio como um erro associar o PT aos palestinos e a oposição brasileira (PSDB, por exemplo) a Israel. Pode ter gente no Brasil que vota na Dilma por concordar com suas políticas domésticas mas, ao mesmo tempo, se solidariza com as ações de Israel. E pode ter gente no Brasil que votará em Aécio ou Campos por apoiar seus planos de governo e por se opor à administração de Dilma mas, ao mesmo tempo, se solidariza com os palestinos. Muitos não concordam com nenhum dos lados (PT, PSDB, Palestina e Israel).

O mais correto, na minha avaliação, seria o Brasil ter adotado a posição da maior parte dos países do mundo, pedindo um cessar-fogo imediato dos dois lados. Não precisava se alongar. Era o suficiente, especialmente neste caso.

Acho também que o porta-voz israelense errou ao chamar o Brasil de anão diplomático. Certamente ele podia escolher um termo melhor, inclusive criticando Dilma, sem ofender o país. O Brasil comete erros diplomáticos, como quase todos os países do mundo (ou todos, para ser exato). Mas anão diplomático o Brasil não é. Se fosse, Israel ignoraria as críticas e nem se daria ao trabalho de dar resposta

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Guga Chacra, comentarista de política internacional do Estadão e do programa Globo News Em Pauta em Nova York, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já foi correspondente do jornal O Estado de S. Paulo no Oriente Médio e em NY. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires

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