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Daqui a pouco, o Irã anunciará que pode ter uma bomba nuclear

gustavochacra

29 de novembro de 2011 | 16h40

 no twitter @gugachacra

Antes de começar, entrem para escolher no portal do Estadão o fato mais marcante de 2011. Também leiam outro post publicado hoje sobre a concordata da American e a história da Pan Am.

Gosto sempre de basear as minhas análises em observações in loco ou teoria dos jogos. Na Síria, foi o primeiro caso. Visitei e Damasco e mantenho contato constante para saber dos acontecimentos. Na questão Israel-Irã, costumo apelar mais para a segunda alternativa.

E hoje, sem me aprofundar muito, cheguei à conclusão de que o Irã empurrará a situação um pouco mais com a barriga e, depois, anunciará ter a capacidade de fabricar armas nucleares, apesar de não necessariamente as produzir ou conduzir testes atômicos. Será a opção “Brasil”, que detém justamente este status. Já comentei em outros posts este assunto.

A partir deste momento, não haverá mais como atacar os iranianos sem levar em consideração este poderio militar. Será mais uma nação com armamentos atômicos e isso é ruim para o mundo, apesar de haver uma série de analistas avaliando que o Irã não usaria esta arma contra Israel por conta da Teoria da Mutua Destruição Assegurada. Mas o mundo é repleto de Black Swans (Cisne Negros). Além disso, muita gente séria discorda adota a visão de que o regime de Teerã é irracional. Também, no caso de Israel, existe o temor de contrabando de uma arma suja para o Hezbollah.

Leiam ainda o blog Radar Global. Acompanhem também a página do Inter do Estadão no Facebook

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O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” e do portal estadão.com.br em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios

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