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De Cabul a Ciudad Juarez – Fronteira México-EUA é tão perigosa quanto a do Paquistão-Afeganistão

gustavochacra

27 de agosto de 2010 | 11h17

O México – ou pelo menos o norte de seu território – aos poucos se transforma em um dos países mais perigosos do mundo. No ano passado, mais pessoas morreram em Ciudad Juarez do que em Bagdá ou Cabul. O Exército praticamente não consegue penetrar na região norte, em locais como San Fernando, onde encontraram mais de 70 corpos nesta semana. O cenário não é muito distinto do existente na fronteira do Paquistão com o Afeganistão. Talvez até mesmo pior.

Parece ironia, mas os Estados Unidos, que precisam lidar com “failed states” (Estados falidos) no Oriente Médio (Iraque e Yemen), Ásia Central (Afeganistão) e África (Somália), possuem um agora bem à sua fronteira. A prioridade da política externa americana deveria ser o México.

A saída para a questão mexicana pode estar em algo similar ao Plano Colômbia, mas ainda mais ambicioso. Em parte, o presidente Calderón está se esforçando, apesar do pouco sucesso. Além disso, passou da hora de debater mais seriamente a legalização das drogas, como já tem defendido o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Infelizmente, o mercado para cocaína sempre existirá e esta luta contra as drogas é bem mais antiga do que a contra o terrorismo.

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O jornalista Gustavo Chacra, mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia, é correspondente de “O Estado de S. Paulo” em Nova York. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Yemen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al Qaeda no Yemen. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo em 2009, empatado com o blogueiro Ariel Palacios

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