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De Nova York a São Paulo – Paulistas pagam mais do que novaiorquinos para jantar fora

gustavochacra

17 de janeiro de 2011 | 16h40

Os aluguéis em São Paulo, apesar de não pararem de crescer, estão distantes dos patamares de Nova York. Um apartamento de três quartos nos Jardins ainda não paga outro de um quarto no Upper West Side, que nem é o bairro mais caro da cidade americana, sendo mais acessível do que áreas como o West Village e Tribeca.

No resto, tudo parece mais caro na capital paulista. Mesmo o café da manhã. Em uma padaria na área da Oscar Freire, o queijo-quente, café-com-leite e um suco de laranja custam somados ao redor de R$ 12. Pelo mesmo valor, dá para tomar café da manhã, com cappuccino, no café do Lincoln Center.

Almoçar em um dos restaurantes mais disputados de São Paulo, como o Spot ou o Ritz, pode ser mais caro do que seus equivalentes Balthazar e Pastis em Nova York, onde a espera costuma superar duas horas. O Arábia ou Almanara têm preços mais altos do que o Ilili, que é considerado o melhor libanês de Manhattan. Em poucos lugares da cidade americana, um lanche custa tanto quanto o Beirute do Frevo. O steak do Peter Lugar, no Brooklyn, que é uma entidade secular de Nova York, é apenas um pouco mais caro do que a picanha do Rodeio.

Até mesmo refeições em clubes como o Paulistano e o Pinheiros, que costumavam ser baratas, têm preços elevados mesmo para os padrões nova-iorquinos. Não há quase diferença de valor entre o supermercado Santa Luzia, na Alameda Lorena, e o Whole Foods, no Columbus Circle, dependendo muito dos produtos escolhidos. As academias de ginástica também ficaram mais caras no Brasil, sendo algumas delas da mesma rede.

Pelo menos, houve um avanço. Nos anos 1990, quando eu voltei do intercâmbio para o Brasil, não tinha a menor noção dos preços, que haviam mais do que triplicado no período em que estive fora devido à inflação. Agora há bem mais estabilidade.

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O jornalista Gustavo Chacra, mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia, é correspondente de “O Estado de S. Paulo” em Nova York. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Yemen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al Qaeda no Yemen e eleições em Tel Aviv, Beirute e Porto Príncipe. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo em 2009, empatado com o blogueiro Ariel Palacios

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