De Nova York ao Cairo – O melhor cenário para o Egito e o mundo árabe
gustavochacra
Mais comentários das crises no Egito e no Líbano e outras questões internacionais no Twitter, @GugaChacra
O melhor dos cenários para o Egito seria o presidente Hosni Mubarak renunciar e um governo de transição entrar em seu lugar para convocar eleições. Mohammad El Baradei, ex-presidente da Agência Internacional de Energia Atômica e respeitado em todo o mundo, ou o tradicional opositor Ayman Nour que tem praticamente a prisão como casa, seriam os melhores candidatos.
Eleitos, comandariam o Egito rumo à democratização, como Raul Alfonsín na Argentina, para ficarmos em um exemplo mais próximo. Manteriam as alianças do país com os Estados Unidos e Israel. Ao mesmo tempo, poderiam levar o Egito de volta para o posto de líder do mundo árabe, ajudando na resolução do conflito entre Israel e palestinos, em vez de fechar as portas de Gaza como fez na guerra de dois anos atrás.
Há três piores cenários e deixo para vocês decidirem qual seria menos trágico para o Egito. A manutenção da atual ditadura secular, a instalação de um regime islâmico ou o caos completo.
Nesta sexta-feira, está sendo organizada uma mega manifestação de 1 milhão de pessoas no Cairo. Será o dia decisivo. Talvez, Mubarak faça as malas e vá embora, como Ben Ali. Talvez, seja um novo Irã ou uma nova Hungria de 1956. Vamos acompanhar. A melhor forma de saber a tendência é observar a Bolsa de Valores da capital egípcia ou as movimentações em Israel.
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O jornalista Gustavo Chacra, mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia, é correspondente de “O Estado de S. Paulo” em Nova York. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Yemen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al Qaeda no Yemen e eleições em Tel Aviv, Beirute e Porto Príncipe. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo em 2009, empatado com o blogueiro Ariel Palacios