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De NY a Damasco – Otimistas versus céticos na crise da Síria

gustavochacra

15 de agosto de 2011 | 11h08

no twitter @gugachacra

O regime de Bashar al Assad, desde a eclosão dos levantes contra o seu governo há cerca de cinco meses, atua em duas frentes. De um lado, promete reformas, ainda não iniciadas, mas que incluem propostas como a realização de eleições multipartidárias antes do fim do ano. Do outro, reprime a população com violência, deixando 2.000 mortos.

A estratégia dele, segundo as visões mais otimistas, seria reprimir para estabilizar o país e, depois, liderar uma transição política nos seus moldes. Os mais céticos acreditam que a repressão de Assad serve apenas para o líder sírio tentar manter o seu regime intacto. Inicialmente, havia um consenso internacional ao redor da primeira opção. Atualmente, há uma divisão na comunidade internacional.

Alguns países, como Rússia, China e os integrantes do IBAS – grupo formado por Índia, Brasil e África do Sul –, vêem com seriedade as iniciativas de Assad para introduzir reformas e entendem que este processo será lento e não ocorrerá em dias, mas em meses ou mesmo anos, como pôde ser visto na redemocratização da América Latina nos anos 1980.

Já os Estados Unidos e a União Européia adotaram uma outra postura e desistiram de acreditar nas promessas de Assad em um momento inicial. Para estas nações, o líder sírio perdeu a legitimidade e uma série de medidas, incluindo sanções, devem ser implementadas para acelerar a queda dele do poder.

Em relação à violência, existe uma condenação geral. Tirando Irã, Iraque (atenção a este país, por favor) e Venezuela, quase nenhum país deixou de condenar a repressão de Assad aos manifestantes. Alguns, como o Brasil, também lamentam as ações armadas de facções da oposição. Analistas, por sua vez, dizem que a Síria caminha para uma guerra civil, independentemente das posições internacionais e da adoção de resoluções ou não no Conselho de Segurança.

O portal do Estadão começou ontem a cobrir os dez anos dos atentados. Eu entrarei em breve nesta cobertura também. Acompanhem no http://topicos.estadao.com.br/11-de-setembro

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O jornalista Gustavo Chacra, mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia, é correspondente de “O Estado de S. Paulo” em Nova York. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Yemen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al Qaeda no Yemen. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios

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