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De NY a Trípoli – A Líbia será esquecida em um mês

gustavochacra

30 de agosto de 2011 | 09h58

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Em seu livro “From Beirut to Jerusalem”, Thomas Friedman, colunista do New York Times, afirma que depois da saída das tropas dos EUA e, consequentemente, da imprensa americana de Beirute, os libaneses começaram a se sentir “órfãos” ou “esquecidos”. Era ainda a primeira metade dos anos 1980 e a guerra civil duraria mais seis, sete anos, com dezenas de milhares de mortes não noticiadas.

O Iraque ainda está em guerra. A violência é infinitamente maior do que a da Síria, Iêmen, Egito e Tunísia somados. Teve um mega atentado terrorista neste fim de semana. Aliás, estes ataques ocorrem todos os dias. Mas mesmo o New York Times, que mantém uma equipe de correspondentes, noticia pouco. Não existe mais tanto interesse sobre o destino de Bagdá na opinião pública americana.

Na última semana, todos os olhos estão na Líbia. Repórteres de todo o mundo acompanham de perto a queda de Muamar Kadafi. Mas, em mais duas ou três semanas, o assunto perderá espaço. As pessoas esquecerão da Líbia. E centenas ou milhares de pessoas morrerão em uma guerra que está longe, muito longe de terminar, como diz a consultoria de risco Stratfor.

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O jornalista Gustavo Chacra, correspondente de “O Estado de S. Paulo” em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Yemen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al Qaeda no Yemen. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios

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