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De NY ao Texas – O maior inimigo de Perry é George W. Bush

gustavochacra

17 de agosto de 2011 | 10h43

no twitter @gugachacra

Republicano, do Texas e com estilo de cowboy. Muitos podem até achar que Rick Perry seja amigo de George W. Bush. Mas, na realidade, os dois lideram duas facções rivais dentro do partido no segundo maior Estado americano. E a ala do ex-presidente dos Estados Unidos é a mais moderada.

Perry considera Bush um filhinho de papai da elite que estudou na Universidade  Yale, certamente uma das melhores dos Estados Unidos. Já o ex-presidente e os seus aliados acham Perry despreparado e sem condições de assumir a Presidência.

Esta inimizade pode ser prejudicial para o atual governador do Texas durante as primárias republicanas. Bush exerce enorme influencia no establishment de Washington e também entre os grupos de arrecadação de fundos de campanha.

O primeiro sinal da crise pública entre os dois lados foi observado ontem, quando Perry atacou o presidente do Federal Reserve (FED, Banco Central dos EUA), Ben Bernanke, em um discurso em Iowa.  “Se este cara imprimir mais dinheiro de agora até a eleição, não sei o que vocês farão aqui em Iowa. Mas nós o trataremos muito mal no Texas. Imprimir dinheiro como jogo político neste momento da história americana é uma traição, na minha opinião”, afirmou Perry em comício, se referindo a um possível programa de estímulo da economia similar a outros dois já realizados desde a crise de 2008.

O maior repúdio a esta frase não veio de democratas e tampouco do FED, mas de Karl Rove, estrategista político de Bush. “Esta não foi uma declaração de uma pessoa que queira chegar à Presidência. Não dá para chamar o presidente do FED de traidor. Além disso, se eleito, Perry precisará conviver com Bernanke, já que o mandato dele independe do presidente”, disse Rove na Fox News. “Ele precisará lutar para não ser associado à imagem de cowboy do Texas”, acrescentou.

Perry aparece como um dos favoritos nas primárias republicanas ao lado Mitt Romney, Ron Paul e Michele Bachman. Seu bom histórico na economia o fortalece, mas muitos economistas atribuem seu sucesso à elevação do preço do petróleo que favoreceu seu Estado, o maior produtor dos EUA.

O portal do Estadão começou ontem a cobrir os dez anos dos atentados. Eu entrarei em breve nesta cobertura também. Acompanhem no http://topicos.estadao.com.br/11-de-setembro

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O jornalista Gustavo Chacra, mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia, é correspondente de “O Estado de S. Paulo” em Nova York. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Yemen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al Qaeda no Yemen. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios

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