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De Trípoli a Benghasi – Três perguntas para entender a ofensiva contra Kadafi

gustavochacra

20 de março de 2011 | 13h06

No twitter @gugachacra

A crise na Líbia começou como um levante contra a ditadura de Muamar Kadafi. Aos poucos, se transformou em um conflito civil. Agora, é guerra e envolve até mesmo os Estados Unidos. Neste momento, precisamos saber qual o real objetivo dos americanos e seus aliados para avaliar o que pode acontecer.

1 – O objetivo será remover Kadafi? Caso a resposta seja sim, será necessário enviar tropas terrestres para removê-lo, assim como fizeram com Saddam Hussein em 2003. Depois, precisarão de anos de ocupação para tentar reerguer o país e reconstruir uma democracia

2 – Apenas querem evitar um massacre dos rebeldes? Neste momento, fica bem complicado. As tropas de Kadafi se aproximam das cidades rebeldes. Mas não dá para descartar a possibilidade de sucesso da aliança internacional. Em 1991, também no Iraque, conseguiram obrigar Saddam Hussein a retirar as suas tropas do Kuwait e impedir que ele realizasse mais massacres no Curdistão iraquiano, no norte do país, e contra os xiitas no sul

3 – Querem matar Kadafi? Nos anos 1980, Ronald Reagan levou adiante um bombardeio cirúrgico para matar o líder líbio depois de ele ser acusado de envolvimento em atentados terroristas. Obviamente, fracassaram. Porém Israel e mesmo os EUA tiveram sucesso no que ficou conhecido como ataques seletivos. Os israelenses mataram lideranças do Hamas em Gaza; os americanos, do Taleban e da Al Qaeda no Afeganistão

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O jornalista Gustavo Chacra, mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia, é correspondente de “O Estado de S. Paulo” em Nova York. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Yemen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al Qaeda no Yemen. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo em 2009, empatado com o blogueiro Ariel Palacios

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