As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

De Washington a Teerã – Como no Irã, EUA e Japão ainda adotam a pena de morte

gustavochacra

11 de agosto de 2010 | 09h54

A condenação à morte de Sakineh Ashtiani chocou a comunidade internacional porque o seu crime teria sido o de adultério – ela nega. Porém, como a iraniana, existem milhares de pessoas ao redor do mundo que receberão a pena capital no próximo ano. A maior parte delas por crimes graves, como assassinato e estupro. Mas a Coréia do Norte condenou em junho três cristãos à morte por difundirem a religião, sem que houvesse comoção internacional.

A pena de morte ainda existe em países avançados, incluindo os Estados Unidos, Japão e Coréia do Sul. Na Europa, foi banida. O Brasil não aceita sequer prisão perpétua. O Quênia determinou há pouco tempo a inconstitucionalidade da pena de morte. A maior parte dos lugares onde ainda é aceita se localiza na Ásia e na África. Na América, além dos americanos, apenas Cuba e pequenas ilhas no Caribe adotam a prática.

Dez de outubro será o dia internacional  contra a pena de morte. O foco será nos Estados Unidos. Está claro que o mundo vê as condenações à pena de morte no Irã, Arábia Saudita e Coréia do Norte como atraso dos regimes que governam estes países. São nações que ainda desrespeitam os direitos dos homossexuais, das mulheres e das minorias.

Na avaliação da Coalizão Mundial Contra a Pena de Morte, não dá para entender como os Estados Unidos, centro do liberalismo e da democracia, mata pessoas para puni-las, ainda que elas tenham cometido crimes bárbaros, como homicídio e estupro.

Comentários islamofóbicos, anti-semitas e anti-árabes ou que coloquem um povo ou uma religião como superiores não serão publicados. Tampouco ataques entre leitores ou contra o blogueiro. Pessoas que insistirem em ataques pessoais não terão mais seus comentários publicados. Não é permitido postar vídeo. Todos os posts devem ter relação com algum dos temas acima. O blog está aberto a discussões educadas e com pontos de vista diferentes

O jornalista Gustavo Chacra, mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia, é correspondente de “O Estado de S. Paulo” em Nova York. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Yemen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al Qaeda no Yemen. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo em 2009, empatado com o blogueiro Ariel Palacios

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: