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De Washington ao Cairo – Obama dá recado a ditadores do Oriente Médio em discurso para americanos

gustavochacra

26 de janeiro de 2011 | 00h34

Mais comentários do discurso do Obama, das crises no Egito, no Líbano e outras questões internacionais no Twitter, @GugaChacra

Momento Sputnik – O presidente admitiu que os EUA precisam inovar, investir em educação e infra-estrutura para competir com a China e a Índia. Os dois países asiáticos avançaram ao educar suas crianças em matemática e ciência. O Brasil não foi citado. Pode fazer parte do BRIC, mas ainda não colocam os brasileiros no mesmo patamar

Viagem ao Brasil – Finalmente, depois de dois anos e tendo ido a todos os lugares do mundo, Obama decidiu deixar de ignorar a América do Sul e visitará o continente pela primeira vez. Irá ao Brasil e ao Chile, além de El Salvador, na América Central, em março. E, ironicamente, disse que irá lançar uma nova Aliança para o Progresso nas Américas. É o mesmo nome da iniciativa de John Kennedy, em 1961, para a cooperação entre a América do Sul e do Norte

Mundo Árabe – Na minha avaliação, Obama deu um recado para o Egito e outras ditaduras da região ao citar a Tunísia. . “A vontade das pessoas se mostrou poderosa para derrubar um ditador. E hoje à noite deixe-me ser claro – os EUA se colocam ao lado da população da Tunísia e apóia as aspirações democráticas de todos os povos”

Israel e Palestinos – Acho que o presidente, como grande parte da opinião pública internacional, se cansou. Sequer mencionou o conflito. Nem mesmo uma frase simples como “apoiamos a solução de dois Estados, com palestinos e israelenses vivendo lado a lado em paz e segurança”

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O jornalista Gustavo Chacra, mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia, é correspondente de “O Estado de S. Paulo” em Nova York. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Yemen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al Qaeda no Yemen e eleições em Tel Aviv, Beirute e Porto Príncipe. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo em 2009, empatado com o blogueiro Ariel Palacios

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