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Depois de Beirute e Bagdá, Damasco passa a ser sinônimo de guerra civil no Oriente Médio

gustavochacra

10 Maio 2012 | 11h42

no twitter @gugachacra

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Quem perdeu na terça, pode me assistir hoje novamente, ao vivo, no programa Globo News Em Pauta, direto de NY, às 20 horas de São Paulo. Falarei de Síria, Obama, Casamento Gay e até Pippa Midleton

Quando estive na Síria em outubro, afirmei que o país rumava para uma guerra civil. No fim do ano, em outra reportagem especial para o Estado, disse que a guerra civil já tomava conta de partes do território, como Homs, Idlib, Hama e Daara. Faltava chegar a Damasco e Aleppo. E chegou.

A Síria está em Guerra Civil. Ponto final. Já é o Líbano dos anos 1980 e o Iraque da última década. O conflito será cada vez mais sectário. Milhares de pessoas irão morrer. A queda de Bashar al Assad, se ocorrer, será apenas um dos episódios deste conflito, como foi a captura de Saddam Hussein no Iraque e o atentado que matou Bashir Gemayel em Beirute.

Teremos massacres como os de Sabra e Shatila. Atentados como o de hoje em Damasco serão cada vez mais comuns. Milícias serão formadas. Nações estrangeiras serão sugadas para os confrontos. Várias iniciativas como a Kofi Annan fracassarão.

Daqui alguns anos, depois de cansarem de se matar, talvez os sírios cheguem a um acordo para ter um Estado com divisões sectárias nos moldes do Iraque ou do Líbano.

Depois de Beirute e Bagdá, Damasco será o próximo sinônimo de guerra no Oriente Médio.

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O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” e do portal estadão.com.br em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios