As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

É certo o Nobel ser concedido a organizações e não a pessoas?

gustavochacra

12 de outubro de 2012 | 17h44

Não dá para levar a sério o Nobel da Paz depois de terem concedido o prêmio para Barack Obama no início de seu mandato. Nem mesmo o presidente se sentiu à vontade na época e hoje beira o surreal, uma vez que o atual ocupante da Casa Branca manda matar pessoas diariamente com seus drones no Iêmen, realizou um surge (mal sucedido) no Afeganistão e integrou os bombardeios da OTAN que deixaram milhares de mortos na Líbia.

Agora, foi a vez da União Européia. Não acho correto premiar uma entidade. Entendo a mensagem dos parlamentares noruegueses da importância da unidade dos europeus, depois de duas guerras mundiais. Mas por que não escolher uma pessoa que tenha feito bastante para esta empreitada? Eu teria dado o meu voto para o ex-chanceler (premiê) alemão, Helmut Kohl. Acho que o Nobel estaria em ótimas mãos.

Leiam ainda o blog Radar Global. Acompanhem também a página do Inter do Estadão no Facebook

Comentários islamofóbicos, anti-semitas e anti-árabes ou que coloquem um povo ou uma religião como superiores não serão publicados. Tampouco ataques entre leitores ou contra o blogueiro. Pessoas que insistirem em ataques pessoais não terão mais seus comentários publicados. Não é permitido postar vídeo. Todos os posts devem ter relação com algum dos temas acima. O blog está aberto a discussões educadas e com pontos de vista diferentes. Os comentários dos leitores não refletem a opinião do jornalista

O jornalista Gustavo Chacra, correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” e do portal estadão.com.br em Nova York e nas Nações Unidas desde 2009, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade ColumbiaTambém é comentarista do programa Em Pauta, na Globo News. Já fez reportagens do Líbano, Israel, Síria, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Egito, Turquia, Omã, Emirados Árabes, Iêmen e Chipre quando era correspondente do jornal no Oriente Médio. Participou da cobertura da Guerra de Gaza, Crise em Honduras, Crise Econômica nos EUA e na Argentina, Guerra no Líbano, Terremoto no Haiti e crescimento da Al-Qaeda no Iêmen.  No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires. Este blog foi vencedor do Prêmio Estado de Jornalismo, empatado com o blogueiro Ariel Palacios

no twitter @gugachacra


Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.