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El Al e Emirates são as únicas opções para ir do Brasil ao Oriente Médio sem escalas

gustavochacra

19 de dezembro de 2008 | 00h44

Para viajar para o Oriente Médio a partir de São Paulo, até um ano atrás, era preciso fazer escala em alguma cidade européia. No ano passado, a Emirates deu início ao vôo direto para Dubai, que fica no golfo Pérsico e, na verdade, não alterou muito o tempo para se chegar a Beirute, Damasco ou Cairo. Pela Europa, ainda é mais rápido. Para complicar, não dá para ir a Israel via Dubai. A saída, para quem escolhe esta rota e quer visitar Jerusalém, é fazer uma conexão para Amã e seguir para os territórios israelense e palestino por terra através da ponte Allenby.

Nesta semana, a companhia aérea israelense El Al anunciou que operará três vôos semanais de São Paulo para o aeroporto Ben Gurion. É uma excelente notícia. O problema é que, para o mundo árabe, haverá conexões apenas para Cairo e Amã, pois o Egito e Jordânia mantêm relações diplomáticas com Israel. Anos atrás, a libanesa Middle East Airlines (MEA) voava da capital paulista para Beirute com escala na África. Mas o vôo foi suspenso. Em 2004, em visita ao Brasil, o então premiê Rafik Hariri afirmou que defenderia em encontro com o presidente Lula o restabelecimento do vôo São Paulo-Beirute, mas a iniciativa foi esquecida. No Líbano, fiquei sabendo que a MEA não tem aviões suficientes para realizar este vôo. Uma pena. Alguma companhia brasileira deveria perceber o enorme mercado que é o Líbano.

Vale notar que existe ainda uma opção de ir para o Oriente Médio via Caracas. Isso mesmo. Há um vôo que sai da Venezuela para o Irã com escala em Damasco. Não sei se é o ideal, mas não deixa de ser um roteiro interessante. Foi acertado em visita de Mahmoud Ahmedinejad a Hugo Chávez há pouco mais de um ano.

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